{"id":10197,"date":"2017-01-09T00:00:00","date_gmt":"2017-01-09T02:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/contabilidade-internacional\/"},"modified":"2026-01-08T15:36:07","modified_gmt":"2026-01-08T18:36:07","slug":"contabilidade-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/contabilidade-internacional\/","title":{"rendered":"Contabilidade internacional: entenda mais sobre isso"},"content":{"rendered":"<p>Para as empresas de grande porte&nbsp;e sociedades an\u00f4nimas, a utiliza\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es da contabilidade internacional \u00e9 uma discuss\u00e3o antiga, cuja obrigatoriedade fica clara na&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/lei\/l11638.htm?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Lei 11.638<\/strong><\/a>, de 2007.<\/p>\n<p>Depois disso, em 2009, a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.iasplus.com\/de\/binary\/americas\/0912cfcresolution.pdf?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Resolu\u00e7\u00e3o 1.255 do Conselho Federal de Contabilidade&nbsp;<\/strong><\/a>estendeu a obrigatoriedade \u00e0s&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.blbbrasilescoladenegocios.com.br\/ifrs-para-pequena-e-media-empresa\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>pequenas e m\u00e9dias empresas<\/strong><\/a>. <strong>Um dos intuitos do \u00f3rg\u00e3o foi o de estabelecer processos e linguagem cont\u00e1bil \u00fanicos. <\/strong>Por meio desses padr\u00f5es, a transpar\u00eancia e a confiabilidade das demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis s\u00e3o maximizadas.<\/p>\n<p>Saiba agora o que s\u00e3o as normas internacionais, quais s\u00e3o seus objetivos, como surgiram e quais benef\u00edcios trazem \u00e0s empresas.<\/p>\n<h2><strong>O que s\u00e3o as normas da&nbsp;contabilidade internacional?<\/strong><\/h2>\n<p>As International Financial Reporting Standard (IFRS) \u2014 Normas Internacionais de Relat\u00f3rios Financeiros \u2014 s\u00e3o pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB), o Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade.<\/p>\n<p>Esse conjunto de regras serve <strong>para que as demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis de&nbsp;empresas e \u00f3rg\u00e3os governamentais de diversos pa\u00edses utilizem a mesma linguagem cont\u00e1bil<\/strong>. Al\u00e9m disso, elas fazem com que essas demonstra\u00e7\u00f5es sejam mais transparentes e confi\u00e1veis. E relatam fielmente os fatos cont\u00e1beis para os interessados das organiza\u00e7\u00f5es, onde quer que estejam.<\/p>\n<p>Esse padr\u00e3o de contabiliza\u00e7\u00e3o facilita, tamb\u00e9m, a compreens\u00e3o das demonstra\u00e7\u00f5es para agentes interessados no aspecto de globaliza\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios. Isso porque anteriormente diferentes pa\u00edses contavam com procedimentos distintos para a contabilidade de suas empresas. Em alguns casos, a realidade tribut\u00e1ria do pa\u00eds poderia dificultar em muito para o entendimento das demonstra\u00e7\u00f5es, caso do Brasil.<\/p>\n<h2><strong>Como surgiram as normas?<\/strong><\/h2>\n<p>Antes do IASB, existiu a International Accounting Standards Committee&nbsp;(IASC) \u2014 Comiss\u00e3o de Normas Internacionais de Contabilidade \u2014, que emitia os pronunciamentos&nbsp;IAS.<\/p>\n<p>A comiss\u00e3o foi criada&nbsp;em 1973, da reuni\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os cont\u00e1beis de cerca de dez pa\u00edses em prol da padroniza\u00e7\u00e3o de procedimentos cont\u00e1beis. Entre os anos de 1983 e 2001, foram inclu\u00eddos mais pa\u00edses, todos membros da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Contadores.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s isso, ainda em 2001, criou-se o IASB, que assumiu os projetos da IASC e os trabalhos das novas resolu\u00e7\u00f5es. Por isso, antigas decis\u00f5es IAS ainda s\u00e3o v\u00e1lidas, desde que n\u00e3o tenham sido substitu\u00eddas por novas normas IFRS, o que j\u00e1 ocorre e seguir\u00e1 ocorrendo.<\/p>\n<p>Conforme documento publicado pelo pr\u00f3prio IASB logo ap\u00f3s a sua cria\u00e7\u00e3o, o intuito \u00e9 aperfei\u00e7oar os relat\u00f3rios financeiros e dar consist\u00eancia a eles, em detrimento dos tratamentos alternativos admitidos pelas IAS.<\/p>\n<h2><strong>Quais s\u00e3o os objetivos das IFRS?<\/strong><\/h2>\n<p>Na pr\u00e1tica, os padr\u00f5es de contabilidade internacional definem a\u00e7\u00f5es a serem seguidas para reconhecimento, mensura\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, financeiras, patrimoniais e especiais das demonstra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Como resultado, interessados, Fisco e demais \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos ganham em diversos quesitos. Como reconhecimento de fatos, comparabilidade de per\u00edodos, entendimento de muta\u00e7\u00f5es e resultados e percep\u00e7\u00e3o de transpar\u00eancia corporativa. Al\u00e9m disso, otimiza o disclosure \u2014 a divulga\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos demonstrativos para aprecia\u00e7\u00e3o dos p\u00fablicos que colocamos acima.<\/p>\n<h2><strong>Quais s\u00e3o as IFRS?<\/strong><\/h2>\n<p>Em termos, a contabilidade internacional trata de princ\u00edpios cont\u00e1beis. At\u00e9 o momento, a IASB j\u00e1 emitiu 16 regras de contabiliza\u00e7\u00e3o que fazem parte das IRFS.<\/p>\n<p><strong>Para o Brasil, elas s\u00e3o traduzidas, adaptadas e aplicadas pelo Conselho de Pronunciamentos Cont\u00e1beis (CPC).<\/strong> O \u00f3rg\u00e3o foi criado para aperfei\u00e7oamento e aplica\u00e7\u00e3o de normas e processos cont\u00e1beis por meio da uni\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es como o&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.blbbrasilescoladenegocios.com.br\/nova-forma-de-fiscalizacao\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>Conselho Federal de Contabilidade<\/strong><\/a>&nbsp;(CFC) e a Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM).<\/p>\n<p>Vamos abordar agora, de forma sum\u00e1ria, as IFRS publicadas.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 1<\/strong><\/h3>\n<p>O primeiro desses pronunciamentos da IASB foi feito em 2010. Foi traduzido e adaptado ao Brasil pelo&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=68\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 37<\/strong><\/a>, e tratou da ado\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de contabilidade internacional pelas organiza\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>At\u00e9 esse momento, as normas existentes eram as de nomenclatura IAS, numeradas de 1 a 41. Caso n\u00e3o haja IFRS posterior que substitua uma IAS, esta \u00e9 v\u00e1lida. Ent\u00e3o, a partir da IFRS 1, as grandes empresas e sociedades an\u00f4nimas teriam de adotar as IASs na contabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 2<\/strong><\/h3>\n<p>Essa norma refere-se ao pagamento baseado em a\u00e7\u00f5es. Em suma, exige que os resultados e as informa\u00e7\u00f5es financeiras nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis das empresas mostrem os efeitos dessas transa\u00e7\u00f5es. Inclusive com seus gastos relacionados e situa\u00e7\u00f5es de cess\u00e3o de op\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00f5es aos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Aqui, a adequa\u00e7\u00e3o foi feita pelo&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=41\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 10<\/strong><\/a>&nbsp;no ano de 2010.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 3<\/strong><\/h3>\n<p>Essa IFRS trata da combina\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios \u2014 quando uma empresa adquire e passa a controlar uma organiza\u00e7\u00e3o ou mais de uma.<\/p>\n<p>Conforme ela, pronunciada pela&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=46\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 15<\/strong><\/a>, as demonstra\u00e7\u00f5es devem reconhecer os ativos e passivos da adquirida a valor justo e pela data de aquisi\u00e7\u00e3o. O mesmo deve ser feito com o&nbsp;goodwill \u2014 tipo de ativo intang\u00edvel que representa a diferen\u00e7a entre o valor de aquisi\u00e7\u00e3o e o patrim\u00f4nio da adquirida \u2014 surgido&nbsp;na transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 4<\/strong><\/h3>\n<p>O&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=42\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 11<\/strong><\/a>, em 2011, pronunciou \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es brasileiras a IFRS 4. Ela especifica que as emitentes de contratos de seguros devem aperfei\u00e7oar continuamente a contabiliza\u00e7\u00e3o relativa aos contratos emitidos. Al\u00e9m de divulgar demonstra\u00e7\u00f5es que identifiquem e tornem compreensivos os valores provenientes de contratos.<\/p>\n<p>Essas divulga\u00e7\u00f5es devem mostrar os valores, as datas e as incertezas dos fluxos de caixa projetados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s emiss\u00f5es das seguradoras.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 5<\/strong><\/h3>\n<p>Essa norma e o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=62\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 31<\/strong><\/a>&nbsp;estabelecem a contabiliza\u00e7\u00e3o de ativos n\u00e3o circulantes mantidos para venda e a divulga\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es interrompidas.<\/p>\n<ul>\n<li>Esses ativos devem ser mensurados pelo valor cont\u00e1bil mais baixo registrado e pelos seus valores justos com subtra\u00e7\u00e3o de despesas de vendas;<\/li>\n<li>a deprecia\u00e7\u00e3o e a amortiza\u00e7\u00e3o desses ativos devem parar; e<\/li>\n<li>eles devem ser apresentados separadamente&nbsp;no balan\u00e7o patrimonial, bem como os&nbsp;resultados das opera\u00e7\u00f5es interrompidas \u2014 fora da demonstra\u00e7\u00e3o de resultado principal.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><strong>IFRS 6<\/strong><\/h3>\n<p>A IFRS 6 faz exig\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 contabiliza\u00e7\u00e3o de valores da explora\u00e7\u00e3o e da avalia\u00e7\u00e3o de recursos minerais.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 7<\/strong><\/h3>\n<p>Aqui, a IASB trata da evidencia\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es nos instrumentos financeiros. De acordo com a IFRS 7 e o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=71\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 40<\/strong><\/a>, os instrumentos precisam permitir que os usu\u00e1rios deles avaliem:<\/p>\n<ul>\n<li>a relev\u00e2ncia dos&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.blbbrasilescoladenegocios.com.br\/instrumentos-financeiros\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>instrumentos financeiros<\/strong><\/a>&nbsp;para as finan\u00e7as da organiza\u00e7\u00e3o e seu desempenho; e<\/li>\n<li>os tipos e extens\u00e3o dos riscos associados \u00e0s informa\u00e7\u00f5es divulgadas e tamb\u00e9m a forma como tais riscos s\u00e3o gerenciados.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><strong>IFRS 8<\/strong><\/h3>\n<p>O princ\u00edpio b\u00e1sico dessa norma afirma que as informa\u00e7\u00f5es divulgadas devem permitir que os usu\u00e1rios das demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis consigam avaliar os efeitos financeiros das atividades desenvolvidas. E tamb\u00e9m&nbsp;o ambiente econ\u00f4mico no qual a empresa est\u00e1 envolvida.<\/p>\n<p>Para o Brasil, ela foi traduzida e \u00e9 aplicada pelo&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=53\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 22<\/strong><\/a>.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 9<\/strong><\/h3>\n<p>Consolidado em 2014 pela IASB, o CPC 48, define regras para contabiliza\u00e7\u00e3o, classifica\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o de instrumentos financeiros.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/portal.blbbrasilescoladenegocios.com.br\/ifrs-9\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>Neste artigo<\/strong><\/a> voc\u00ea pode ler sobre aspectos diversos da IFRS 9. Dentre eles, os benef\u00edcios que apresenta e a adequa\u00e7\u00e3o e transi\u00e7\u00e3o da IAS 39 para o novo pronunciamento.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 10<\/strong><\/h3>\n<p>De acordo com o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=67\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 36<\/strong><\/a>, a IFRS 10 estabelece diretrizes a serem seguidas para elabora\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o de demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis de organiza\u00e7\u00f5es que s\u00e3o controladoras de outros neg\u00f3cios.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 11<\/strong><\/h3>\n<p>Esse&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=50\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>pronunciamento<\/strong><\/a>&nbsp;exige que empresas integrantes de neg\u00f3cios em conjunto \u2014 que tenham interesses compartilhados pelo controle em conjunto de neg\u00f3cios \u2014 determinem a natureza do envolvimento por meio de obriga\u00e7\u00f5es e direitos, os contabilizando conforme as opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 12<\/strong><\/h3>\n<p>Aqui, a IASB e o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=75\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 45<\/strong><\/a>&nbsp;estabelecem princ\u00edpios acerca do disclosure na contabilidade \u2014 a divulga\u00e7\u00e3o de demonstra\u00e7\u00f5es para aprecia\u00e7\u00e3o dos interessados. O objetivo \u00e9 que esses usu\u00e1rios possam avaliar o desempenho da organiza\u00e7\u00e3o, suas finan\u00e7as, riscos associados e sua gest\u00e3o. E tamb\u00e9m o efeito de suas participa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o aos seus interesses e aos neg\u00f3cios.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 13<\/strong><\/h3>\n<p>O objetivo da IFRS 13 \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 <a href=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/valor-justo\/\"><strong>valor justo<\/strong><\/a>, a estrutura de mensura\u00e7\u00e3o desse valor e como divulgar a mensura\u00e7\u00e3o de valor justo. O Comit\u00ea de Pronunciamentos traduziu e aplicou a&nbsp;norma&nbsp;pelo&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cpc.org.br\/CPC\/Documentos-Emitidos\/Pronunciamentos\/Pronunciamento?Id=78\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 46<\/strong><\/a>.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 14<\/strong><\/h3>\n<p>Essa regra gera diverg\u00eancia de opini\u00f5es desde sua emiss\u00e3o, em 2014. De acordo com ela, as empresas que atuam em mercados com tarifas e pre\u00e7os regulados n\u00e3o precisariam converter seus ativos e passivos de acordo com as IFRS no momento que aderissem aos pronunciamentos da IASB. No entanto, aquelas empresas que j\u00e1 haviam aderido&nbsp;\u00e0s normas da contabilidade internacional n\u00e3o poderiam agir assim \u2014 ap\u00f3s j\u00e1 ter revertido ambos em suas demonstra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com o texto da IFRS 14, sua validade iniciaria no primeiro dia de 2016, mas tamb\u00e9m havia a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o imediata ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 15<\/strong><\/h3>\n<p>A&nbsp;<strong><a href=\"http:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-47-ifrs-15-introducao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">IFRS 15<\/a><\/strong>, que&nbsp;entrar\u00e1 em vigor no primeiro dia de 2018, estabelecer\u00e1 princ\u00edpios para contabiliza\u00e7\u00e3o de receitas de contratos com clientes em rela\u00e7\u00e3o a valores, \u00e9pocas e fluxo de caixa.<\/p>\n<h3><strong>IFRS 16<\/strong><\/h3>\n<p>A \u00faltima IFRS foi publicada pela IASB no dia 13 de janeiro de&nbsp;2016. A&nbsp;obrigatoriedade de ado\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a partir de 2019, para substituir a IAS 17, e ainda n\u00e3o possui CPC relacionado.<\/p>\n<p>Conforme a norma <a href=\"http:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/arrendamento-mercantil-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>IFRS 16<\/strong><\/a>, o leasing \u2014 ou arrendamento de bem \u2014 ter\u00e1 de constar em ativos e passivos das empresas envolvidas. Atualmente, em geral, os arrendamentos ficam fora dos balan\u00e7os, apenas em notas explicativas.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 dar transpar\u00eancia \u00e0 comparabilidade. Permitindo que a avalia\u00e7\u00e3o do&nbsp;neg\u00f3cio seja feita incluindo&nbsp;obriga\u00e7\u00f5es e direitos de leasing. A diferen\u00e7a entre arrendamentos e&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.blbbrasilescoladenegocios.com.br\/contrato-de-prestacao-de-servicos\/?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>contratos de servi\u00e7os<\/strong><\/a>&nbsp;passar\u00e1 a ficar clara nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/curso\/ifrs-16-cpc-06-r2-operacoes-de-arrendamento-mercantil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-24423\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/EAD-Operacoes-de-Arrendamento-CPC-06-IFRS-16.png?resize=770%2C136&#038;ssl=1\" alt=\"EAD Opera\u00e7\u00f5es de Arrendamento (CPC 06 IFRS 16)\" width=\"770\" height=\"136\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/EAD-Operacoes-de-Arrendamento-CPC-06-IFRS-16.png?w=850&amp;ssl=1 850w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/EAD-Operacoes-de-Arrendamento-CPC-06-IFRS-16.png?resize=300%2C53&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/EAD-Operacoes-de-Arrendamento-CPC-06-IFRS-16.png?resize=768%2C136&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/EAD-Operacoes-de-Arrendamento-CPC-06-IFRS-16.png?resize=24%2C4&amp;ssl=1 24w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/EAD-Operacoes-de-Arrendamento-CPC-06-IFRS-16.png?resize=36%2C6&amp;ssl=1 36w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/EAD-Operacoes-de-Arrendamento-CPC-06-IFRS-16.png?resize=48%2C8&amp;ssl=1 48w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<h2><strong>Quais s\u00e3o os benef\u00edcios da contabilidade internacional para as empresas?<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Mesmo que a organiza\u00e7\u00e3o tenha seu capital fechado, deve aderir \u00e0s IFRS. <\/strong>Isso porque&nbsp;com a globaliza\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios e especialmente do mercado financeiro, a transpar\u00eancia corporativa, o disclosure e a correta adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 contabilidade internacional s\u00e3o cada vez mais importantes.<\/p>\n<p>Um investidor, por exemplo, pode descartar o&nbsp;investimento em um&nbsp;neg\u00f3cio que n\u00e3o atende a esses requisitos antes mesmo de pesquisar mais sobre ele. O mesmo pode ocorrer na tentativa de tomada de cr\u00e9dito. Ou a institui\u00e7\u00e3o procurada pode oferecer taxas de juros maiores pela falta de transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>Portanto, corpora\u00e7\u00f5es que aderem aos pronunciamentos da IASB e do CPC conseguem atender a diversas exig\u00eancias do mercado, de investidores e de interessados. Assim, al\u00e9m de estar em concord\u00e2ncia com a linguagem cont\u00e1bil internacional e a implantada no Brasil, melhoram suas possibilidades de atua\u00e7\u00e3o e crescimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira o que s\u00e3o as normas internacionais de contabilidade, quais s\u00e3o seus objetivos, como surgiram e que benef\u00edcios trazem \u00e0s empresas.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":10198,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"spay_email":""},"categories":[2,40,705],"tags":[3,195,71,196],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.9 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Contabilidade internacional: entenda mais sobre isso<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Para empresas de grande porte\u00a0e sociedades an\u00f4nimas, a utiliza\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es da 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