{"id":14281,"date":"2018-10-01T13:12:38","date_gmt":"2018-10-01T16:12:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/?p=14281"},"modified":"2024-10-25T14:00:58","modified_gmt":"2024-10-25T17:00:58","slug":"cpc-18-reconhecimento-inicial-investimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-18-reconhecimento-inicial-investimento\/","title":{"rendered":"Reconhecimento inicial do investimento em outras sociedades"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-18-participacao-societaria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em outro post<\/a><\/strong> foram delineados os aspectos conceituais dos investimentos em participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, como: conceitos de controle e participa\u00e7\u00e3o, controladas e coligadas, entre outros assuntos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, foi explicado que atualmente existem dois m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o dos investimentos em outras sociedades: M\u00e9todo de Custo e M\u00e9todo de Equival\u00eancia Patrimonial \u2013 popularmente chamado de m\u00e9todo de EVP ou MEP.<\/p>\n<p>O M\u00e9todo de Equival\u00eancia Patrimonial tem sido erroneamente aplicado por muitas empresas, gerando algumas distor\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis nas investidoras, tendo em vista a complexidade e os detalhes que envolvem tanto a opera\u00e7\u00e3o de reconhecimento inicial como a opera\u00e7\u00e3o de ajuste. O M\u00e9todo de Custo, embora mais simples que o primeiro, tamb\u00e9m exige aten\u00e7\u00e3o em alguns casos.<\/p>\n<p>A fim de elucidar d\u00favidas e confus\u00f5es comuns relacionadas ao tema, no presente artigo ser\u00e3o definidos os principais elementos que envolvem o reconhecimento cont\u00e1bil inicial nos investimentos em outras sociedades.<\/p>\n<h2><strong>M\u00e9todo de Custo<\/strong><\/h2>\n<p>O M\u00e9todo de Custo \u00e9 uma forma de mensura\u00e7\u00e3o na qual o investimento \u00e9 reconhecido inicialmente pelo custo, sendo necess\u00e1rios alguns ajustes \u00e0 medida que o investidor recebe as distribui\u00e7\u00f5es do resultado da investida \u2013 por exemplo, os dividendos m\u00ednimos obrigat\u00f3rios.<\/p>\n<p>O reconhecimento no resultado, tendo como base as distribui\u00e7\u00f5es de dividendos recebidas pela investidora, pode n\u00e3o representar uma informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel e adequada, j\u00e1 que tais distribui\u00e7\u00f5es t\u00eam pouca rela\u00e7\u00e3o com o real desempenho da investida.<\/p>\n<p>Dessa forma, uma investida que distribua 40% de dividendo poderia gerar um resultado positivo na investidora superior ao de uma investida que distribu\u00eda 20% de dividendo, ainda que a \u00faltima tenha alcan\u00e7ado um resultado final maior \u2013 ou seja, ainda que esta tenha agregado mais ao patrim\u00f4nio do investidor do que aquela.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, nos casos de controladas, coligadas e em empreendimento controlado em conjunto, em raz\u00e3o da import\u00e2ncia do investimento no patrim\u00f4nio do investidor, o CPC 18, relacionado \u00e0 norma IAS 28, determina que em regra seja adotado o M\u00e9todo de Equival\u00eancia Patrimonial, j\u00e1 que a aplica\u00e7\u00e3o deste proporciona relat\u00f3rios com maior grau de informa\u00e7\u00e3o acerca dos ativos l\u00edquidos do investidor e de suas receitas e despesas.<\/p>\n<h2><strong>M\u00e9todo de Equival\u00eancia Patrimonial<\/strong><\/h2>\n<p>Pelo M\u00e9todo de Equival\u00eancia Patrimonial, o investimento em coligada, em empreendimento controlado em conjunto e em controlada \u2013 neste caso, no balan\u00e7o individual \u2013 deve ser <strong>inicialmente reconhecido pelo custo<\/strong> e o seu valor cont\u00e1bil ser\u00e1 aumentado ou diminu\u00eddo pelo reconhecimento da participa\u00e7\u00e3o do investidor nos lucros ou preju\u00edzos do per\u00edodo, gerados pela investida ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em outras palavras, ap\u00f3s o reconhecimento inicial ser\u00e1 necess\u00e1rio realizar ajustes cont\u00e1beis no patrim\u00f4nio do investidor em contrapartida ao resultado do per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que, al\u00e9m do resultado do lucro ou preju\u00edzo do per\u00edodo, dever\u00e3o ser realizados ajustes no valor cont\u00e1bil do investimento pelo<strong> reconhecimento da participa\u00e7\u00e3o proporcional do investidor<\/strong> nas varia\u00e7\u00f5es saldos dos componentes dos outros resultados abrangentes da investida (reconhecidos diretamente em seu Patrim\u00f4nio L\u00edquido (PL) \u2013 <strong>sendo reconhecidos de forma reflexa diretamente no Patrim\u00f4nio L\u00edquido do investidor, e n\u00e3o no resultado<\/strong>.<\/p>\n<p>Sendo assim, \u00e9 poss\u00edvel observar que no momento do reconhecimento inicial o valor reconhecido pela investidora na conta Investimentos em ativo n\u00e3o circulante ser\u00e1 proporcional ao valor do Patrim\u00f4nio L\u00edquido da investida.<\/p>\n<p>Contudo, ao final do per\u00edodo, a investida ir\u00e1 apurar lucros (ou preju\u00edzos), e isso far\u00e1 com que o valor reconhecido pela investidora j\u00e1 n\u00e3o seja mais coerente com o valor do Patrim\u00f4nio L\u00edquido da investida. Nesse contexto \u00e9 que surge o EVP \u2013 com intuito de reestabelecer a propor\u00e7\u00e3o entre o Patrim\u00f4nio L\u00edquido da investida e a conta Investimentos na investidora.<\/p>\n<p>Todavia, o leitor n\u00e3o deve se preocupar caso n\u00e3o tenha compreendido sobre os ajustes, pois estes s\u00e3o objeto de <strong><a href=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-18-investimentos-sociedades\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">outro artigo<\/a><\/strong> publicado neste blog.<\/p>\n<h2><strong>Como realizar o reconhecimento inicial de um investimento em outra sociedade?<\/strong><\/h2>\n<p>O reconhecimento inicial de um investimento pelo M\u00e9todo de Custo \u00e9 igual ao valor a ser reconhecido pelo M\u00e9todo de Equival\u00eancia Patrimonial, j\u00e1 que em ambos os casos temos uma <strong><a href=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-15-ifrs-3-combinacao-negocios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">combina\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios<\/a><\/strong> \u2013 regulada pelo CPC 15, pronunciamento relacionado \u00e0 norma internacional IFRS 3.<\/p>\n<p>O CPC 15 determina que todos os <strong>ativos identific\u00e1veis<\/strong> e os <strong>passivos assumidos<\/strong> sejam mensurados pelos respectivos <strong>valores justos na data da aquisi\u00e7\u00e3o<\/strong>, mesmo quando n\u00e3o estejam reconhecidos no balan\u00e7o da adquirida (como pode ocorrer com ativos intang\u00edveis e at\u00e9 mesmo com passivos contingentes \u2013 afinal, eles normalmente entram e influenciam no valor da negocia\u00e7\u00e3o e n\u00e3o devem ficar computados no valor do goodwill) ou estejam reconhecidos pelo valor de custo.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre o <a href=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/valor-justo\/\"><strong>valor justo<\/strong><\/a> e o valor reconhecido no Patrim\u00f4nio L\u00edquido da investida (custo) ser\u00e1 reconhecida como <strong>mais-valia ou menos-valia<\/strong> \u2013 tais itens s\u00e3o subcontas da conta investimentos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o reconhecimento dos ativos identific\u00e1veis e os passivos assumidos pelo valor justo, a entidade dever\u00e1 reconhecer o<strong> \u00e1gio por rentabilidade futura (goodwill)<\/strong> pela <strong>diferen\u00e7a positiva entre o valor justo do investimento e o valor pago<\/strong>. Por outro lado, se a <strong>diferen\u00e7a for negativa<\/strong> dever\u00e1 ser reconhecida uma <strong>receita de compra vantajosa<\/strong>.<\/p>\n<p>A fim de facilitar a compreens\u00e3o, vejamos alguns exemplos:<\/p>\n<p><strong>Exemplo 1 \u2013 Aquisi\u00e7\u00e3o com mais-valia e compra vantajosa<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>O Patrim\u00f4nio L\u00edquido cont\u00e1bil da empresa Quebrada S.A., em 02\/01\/2018, era<br \/>\nR$ 100.000.000,00. Nessa data, a empresa Resolve Tudo S.A. adquiriu 40% das a\u00e7\u00f5es da empresa Quebrada S.A. A empresa Resolve Tudo S.A. pagou R$ 45.000.000,00 pela participa\u00e7\u00e3o adquirida, e o valor justo dos ativos e passivos identific\u00e1veis da empresa Quebrada S.A., na data da aquisi\u00e7\u00e3o, era R$ 120.000.000,00 (a diferen\u00e7a para o valor do <\/em>Patrim\u00f4nio L\u00edquido<em> cont\u00e1bil se referia ao valor justo de um terreno que estava registrado pelo valor de custo).<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Valor justo: 48 milh\u00f5es (40% de 120 milh\u00f5es)<br \/>\nValor Patrim\u00f4nio L\u00edquido: 40 milh\u00f5es (40% de 100 milh\u00f5es)<br \/>\nValor pago: 45 milh\u00f5es<\/em><\/p>\n<p>Conforme j\u00e1 enunciado, primeiro \u00e9 preciso que sejam identificados os ativos e passivos pelo valor justo, assim, qualquer diferen\u00e7a entre o valor justo reconhecido e o valor proporcional do Patrim\u00f4nio L\u00edquido da investida ser\u00e3o reconhecidos como mais-valia (quando positivo) ou menos-valia (quando negativo). J\u00e1 a diferen\u00e7a <strong>negativa<\/strong> entre o valor pago e o valor justo ser\u00e1 reconhecida como <strong>compra vantajosa (receita no resultado)<\/strong>. Logo:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Mais-valia: 8 milh\u00f5es <\/strong>(diferen\u00e7a positiva entre o valor justo e o valor proporcional do PL).<\/li>\n<li><strong>Compra vantajosa: 3 milh\u00f5es<\/strong> (diferen\u00e7a negativa entre valor pago e o valor justo).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Assim, teremos os seguintes lan\u00e7amentos:<br \/>\nD \u2013 40.000.000 \u2013 Participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria (ANC &#8211; Investimentos)<br \/>\nD \u2013 8.000.000 \u2013 Mais-valia (ANC &#8211; Investimentos)<br \/>\nC \u2013 3.000.000 \u2013 Compra vantajosa (Receita &#8211; Resultado)<br \/>\nC \u2013 45.000.000 \u2013 Valor pago (AC &#8211; Caixa)<\/p>\n<p>Interessante ressaltar que o caso o valor justo seja <strong>inferior<\/strong> ao valor proporcional do PL, a diferen\u00e7a ser\u00e1 contabilizada como menos-valia, nesse caso, o goodwill continuaria ser reconhecido normalmente.<\/p>\n<p><strong>Exemplo 2 \u2013<\/strong> <strong>Aquisi\u00e7\u00e3o com mais-valia e goodwill<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>A Cia. Rio Grande adquiriu, em 31\/12\/2013, 30% das a\u00e7\u00f5es da Cia. Rio Sul por R$ 3.000.000,00 \u00e0 vista. Na data da aquisi\u00e7\u00e3o, o Patrim\u00f4nio L\u00edquido cont\u00e1bil da Cia. Rio Sul era R$ 5.000.000,00 e o valor justo l\u00edquido dos ativos e passivos identific\u00e1veis dessa Cia. era R$ 6.000.000,00, sendo a diferen\u00e7a decorrente da varia\u00e7\u00e3o entre o valor contabilizado pelo custo e o valor justo de um terreno.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Valor Justo = 1.800.000 (30% de 6 milh\u00f5es)<br \/>\nValor do PL = 1.500.000 (30% de 5 milh\u00f5es)<br \/>\nValor Pago = 3.000.000 <\/em><\/p>\n<p>Utilizando mesmo racioc\u00ednio, ser\u00e1 reconhecido:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Mais-valia: 300.000<\/strong> (diferen\u00e7a positiva entre o valor justo e o valor proporcional do PL).<\/li>\n<li><strong>Goodwill: 1.200.000<\/strong> (diferen\u00e7a negativa entre valor pago e o valor justo).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Assim, teremos os seguintes lan\u00e7amentos:<br \/>\nD \u2013 1.500.000 \u2013 Participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria (ANC &#8211; Investimentos)<br \/>\nD \u2013 300.000 \u2013 Mais-valia (ANC &#8211; Investimentos)<br \/>\nD \u2013 1.200.000 \u2013 Goodwill (ANC &#8211; Investimentos)<br \/>\nC \u2013 3.000.000 \u2013 Valor pago (AC &#8211; Caixa)<\/p>\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o importante e que costuma gerar d\u00favidas \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1gio por expectativa de ganho futuro (goodwill). \u00c9 preciso esclarecer que no balan\u00e7o individual o goodwill ser\u00e1 reconhecido na conta investimentos no ativo n\u00e3o circulante, por\u00e9m no <strong>balan\u00e7o consolidado<\/strong> ser\u00e1 reconhecido no <strong>intang\u00edvel<\/strong>.<\/p>\n<h2><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>O presente artigo teve como escopo o roteiro de reconhecimento inicial de investimentos em outras sociedades, al\u00e9m disso, foram delineados e definidos cada m\u00e9todo de reconhecimento aplic\u00e1vel nessas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo artigo ser\u00e3o tratados os ajustes cont\u00e1beis e outros aspectos mais espec\u00edficos do CPC 18, como: hip\u00f3teses de dispensa do m\u00e9todo de equival\u00eancia, ajustes decorrentes do resultado do per\u00edodo ou abrangente da investida, perda da participa\u00e7\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 surpresa que as opera\u00e7\u00f5es de investimento em outras sociedades exijam um conhecimento t\u00e9cnico baseado na experi\u00eancia, sendo, de certo modo, muito dif\u00edcil a compreens\u00e3o do tema por profissionais que n\u00e3o atuem constantemente com essas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.blbbrasil.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>BLB Brasil<\/strong><\/a> tem dado apoio satisfat\u00f3rio a diversos clientes que atuam com investimentos de aplica\u00e7\u00f5es, a\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 venda, instrumentos financeiros e investimento em outras sociedades.<\/p>\n<p>Em caso de d\u00favidas, entre em <a href=\"http:\/\/www.blbbrasil.com.br\/contato\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>contato conosco<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p><strong>Gabriel Tavares<\/strong><br \/>\nGraduado em Direito pelas Faculdades COC, p\u00f3s-graduando em Direito Tribut\u00e1rio pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tribut\u00e1rios (IBET).<\/p>\n<p>Saiba mais sobre as normas CPC 15 e CPC 18:<br \/>\n&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-15-ifrs-3-combinacao-negocios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Combina\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios sob a \u00f3tica cont\u00e1bil do CPC 15 e da IFRS 3<\/a><\/strong><br \/>\n&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-18-participacao-societaria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria e seus aspectos cont\u00e1beis pelo CPC 18\/IAS 28<\/a><\/strong><br \/>\n&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-18-investimentos-sociedades\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Impactos no resultado decorrentes de investimentos em outras sociedades<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em outro post foram delineados os aspectos conceituais dos investimentos em participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, como: conceitos de controle e participa\u00e7\u00e3o, controladas e coligadas, entre outros assuntos. 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