{"id":19955,"date":"2020-05-22T15:21:54","date_gmt":"2020-05-22T18:21:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/?p=19955"},"modified":"2025-10-02T09:50:34","modified_gmt":"2025-10-02T12:50:34","slug":"cpc-48-ifrs-9-pecld-parte-1-abordagem-pratica-e-simplificada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-48-ifrs-9-pecld-parte-1-abordagem-pratica-e-simplificada\/","title":{"rendered":"CPC 48 (IFRS 9) \u2013 PECLD. Parte 1: abordagem pr\u00e1tica e simplificada"},"content":{"rendered":"<p>Desde de janeiro de 2018 entraram em vigor as normas <a href=\"https:\/\/material.grupoblb.com.br\/ebook-ifrs-15\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 47 (IFRS 15)<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.blbescoladenegocios.com.br\/blog\/ifrs-9-instrumentos-financeiros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 48 (IFRS 9)<\/strong><\/a>, tratando, respectivamente, de \u201cReceita de Contrato com Cliente\u201d e \u201cInstrumentos Financeiros\u201d. Ambas as normas se correlacionam no que diz respeito ao reconhecimento, mensura\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o das receitas e nas perdas esperadas das contas a receber.<\/p>\n<p>Nos artigos anteriores tratamos do <a href=\"https:\/\/www.blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-47-ifrs-15-reconhecer-receita\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CPC 47 \u2013 Receita de Contrato com Cliente<\/strong><\/a> e neste artigo vamos tratar das <strong>perdas esperadas em contas a receber<\/strong>, especificamente nas tradicionais contas a receber mantidas pela empresa at\u00e9 a liquida\u00e7\u00e3o dos devedores (clientes, contas a receber, duplicatas a receber etc.).<\/p>\n<h2><strong>Conceito de <span>Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>O CPC 47 (Receitas) determina que a entidade n\u00e3o deve reconhecer como ativo e nem como receita o valor derivado, como exemplo, de uma venda que carrega d\u00favida quanto ao seu recebimento. Ou seja, em outras palavras, antes da entidade registrar uma receita cont\u00e1bil e as contas a receber, a mesma deve considerar n\u00e3o apenas a capacidade como tamb\u00e9m a inten\u00e7\u00e3o do cliente de pagar o que \u00e9 devido!<\/p>\n<p>Obviamente que a empresa espera que cada cliente pague o que realmente deve, contudo, isso na pr\u00e1tica n\u00e3o acontece, ou seja, dentro da carteira de clientes, a empresa n\u00e3o sabe quem n\u00e3o ir\u00e1 pagar e, dessa forma, a empresa registra as receitas e as contas a receber e, concomitantemente, no momento inicial do registro, a empresa registra uma expectativa de n\u00e3o recebimento das vendas. Essa expectativa de n\u00e3o recebimento das vendas contabilmente \u00e9 denominada de <strong>Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa (PECLD)<\/strong>.<\/p>\n<h2><strong>Vis\u00e3o hist\u00f3rica das Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa<\/strong><\/h2>\n<p>At\u00e9 o ano de 2009, os usu\u00e1rios da contabilidade utilizavam o conceito de ajuste por \u201cperdas estimadas\u201d, que basicamente consistia em estimar as perdas das contas a receber que n\u00e3o seriam recebidas pelas empresas.<\/p>\n<p>A partir de 1\u00ba de janeiro de 2010, com a ado\u00e7\u00e3o das normas internacionais de contabilidade, especificamente a norma CPC 38 (IAS 39), os usu\u00e1rios da contabilidade come\u00e7aram a adotar o conceito de \u201cperdas efetivas\u201d, que consistia em reconhecer as perdas dadas com praticamente certas (atrasos significados, clientes falidos etc.).<\/p>\n<p>Contudo, desde 1\u00ba de janeiro de 2018, com a vig\u00eancia da norma CPC48 (IFRS 9), a contabilidade volta ao modelo de \u201cperdas estimadas\u201d.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, muitas empresas n\u00e3o se adaptaram ao CPC 38 (IAS 39).<\/p>\n<h3><strong>Mas n\u00e3o \u00e9 apenas uma mudan\u00e7a de \u201cclassifica\u00e7\u00e3o\u201d cont\u00e1bil entre o modelo de \u201cperdas incorridas\u201d versus \u201cperdas esperadas\u201d?<\/strong><\/h3>\n<p>J\u00e1 antecipamos que a resposta \u00e9 n\u00e3o, ou seja, n\u00e3o \u00e9 apenas uma mudan\u00e7a de classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil.<\/p>\n<p>O modelo do IAS 39, que era baseado em perdas incorridas, tinha como objetivo <u>limitar<\/u> a capacidade dos administradores em criar uma \u201creserva oculta\u201d (e inexistente) durante os \u201cper\u00edodos bons\u201d, cujas reservas poderiam ser utilizadas para \u201cmelhorar\u201d as demonstra\u00e7\u00f5es financeiras em \u201cper\u00edodos ruins\u201d.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de exemplo, em \u201cper\u00edodos bons\u201d, a empresa poderia efetuar uma perda (inexistente) para cr\u00e9ditos com liquida\u00e7\u00e3o duvidosa, a fim de registrar a despesa em suas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras e reverter a mesma em \u201cper\u00edodos ruins\u201d. Obviamente que na pr\u00e1tica isso n\u00e3o deveria acontecer, \u00e9 somente para exemplifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, esse modelo de se reconhecer as \u201cperdas efetivas\u201d tornou-se ineficiente na crise mundial de 2008, pois as perdas de cr\u00e9ditos eram reconhecidas nas <a href=\"https:\/\/material.grupoblb.com.br\/planilha-analise-das-dfs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>demonstra\u00e7\u00f5es financeiras<\/strong><\/a> tardiamente e pelo montante insuficiente (tardiamente porque foi depois do evento ocorrido e insuficiente porque era somente do valor da perda incorrida).<\/p>\n<p>Isso posto, entramos (desde 1\u00ba de janeiro de 2018) no modelo da IFRS 9 de perda esperada de cr\u00e9dito, pelo qual se assume que as Entidades sempre ter\u00e3o um n\u00edvel de expectativa de perda associada ao seu ativo financeiro (contas a receber, dinheiro emprestado etc.)<\/p>\n<p>Para fins de pondera\u00e7\u00f5es, segue abaixo uma vis\u00e3o geral dos modelos de perdas das normas IFRS 9 e IAS 39.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-19957 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-1.jpg?resize=752%2C347\" alt=\"PECLD\" width=\"752\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-1.jpg?w=752&amp;ssl=1 752w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-1.jpg?resize=300%2C138&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-1.jpg?resize=24%2C11&amp;ssl=1 24w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-1.jpg?resize=36%2C17&amp;ssl=1 36w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-1.jpg?resize=48%2C22&amp;ssl=1 48w\" sizes=\"(max-width: 752px) 100vw, 752px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<h3><strong>Quais as metodologias em vigor para as empresas efetuarem a PECLD (<em>impairment<\/em>) das contas a receber?<\/strong><\/h3>\n<p>Existem tr\u00eas abordagens para se efetuar a PECLD (o <a href=\"https:\/\/www.blbbrasil.com.br\/servico\/teste-de-impairment\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong><em>impairment<\/em><\/strong><\/a>) das contas a receber:<\/p>\n<ul>\n<li>Abordagem geral (modelo de tr\u00eas est\u00e1gios);<\/li>\n<li>Abordagem simplificada; e<\/li>\n<li>Abordagem ajustada do cr\u00e9dito.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A <u>abordagem geral<\/u> basicamente \u00e9 utilizada para empesas que possuem um componente de financiamento significativo de contas a receber.<\/p>\n<p>A <u>abordagem simplificada<\/u> \u00e9 utilizada em empresas que possuem carteiras tradicionais de contas a receber (clientes, contas a receber, duplicatas a receber etc.).<\/p>\n<p>A <u>abordagem ajustada ao cr\u00e9dito<\/u> \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o as duas abordagens anteriores e \u00e9 utilizada em ativos j\u00e1 contabilizados inicialmente com problemas de n\u00e3o recupera\u00e7\u00e3o, por exemplo, ativos adquiridos com um alto desconto em virtude do risco de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Para fins did\u00e1ticos, <strong>explanaremos primeiro, neste artigo, a abordagem simplificada<\/strong>, e no <strong><a href=\"https:\/\/www.blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-48-ifrs-9-pecld-parte-2-abordagem-geral-e-ajustada-ao-credito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pr\u00f3ximo artigo<\/a><\/strong>, trabalharemos com as demais abordagens (geral e ajustada ao cr\u00e9dito).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/material.grupoblb.com.br\/teste-de-impairment\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-24441\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Guia-sobre-como-realizar-o-Teste-de-Impairment-CPC-01.png?resize=770%2C136&#038;ssl=1\" alt=\"Ebook Guia sobre como realizar o Teste de Impairment (CPC 01)\" width=\"770\" height=\"136\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Guia-sobre-como-realizar-o-Teste-de-Impairment-CPC-01.png?w=850&amp;ssl=1 850w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Guia-sobre-como-realizar-o-Teste-de-Impairment-CPC-01.png?resize=300%2C53&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Guia-sobre-como-realizar-o-Teste-de-Impairment-CPC-01.png?resize=768%2C136&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Guia-sobre-como-realizar-o-Teste-de-Impairment-CPC-01.png?resize=24%2C4&amp;ssl=1 24w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Guia-sobre-como-realizar-o-Teste-de-Impairment-CPC-01.png?resize=36%2C6&amp;ssl=1 36w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Guia-sobre-como-realizar-o-Teste-de-Impairment-CPC-01.png?resize=48%2C8&amp;ssl=1 48w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<h2><strong>Como calcular as <span>Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa utilizando a abordagem simplificada?<\/span><\/strong><\/h2>\n<p>Antes de prosseguirmos, frisamos que n\u00e3o existe um modelo mecanicista ou autom\u00e1tico de se calcular a PECLD, pois, cada empresa deve avaliar o seu modelo e ramo de neg\u00f3cio, a situa\u00e7\u00e3o das contas a receber, as garantias de cr\u00e9ditos concedidas pelos devedores, n\u00e3o se esquecendo da conjuntura econ\u00f4mica do momento em que a estimativa est\u00e1 sendo efetuada, observando, principalmente, as contas a receber de clientes com atrasos.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, percebemos que as empresas utilizam a seguinte metodologia:<\/p>\n<ol>\n<li>Determinam o valor das perdas j\u00e1 conhecidas, ou seja, as perdas com base nos clientes atrasados, em concordata ou com dificuldades financeiras; e<\/li>\n<li>Estabelecem um valor adicional de \u201cperdas estimadas\u201d para cobrir perdas prov\u00e1veis comuns de ocorrerem, <u>ainda que as perdas se refiram a contas a vencer<\/u>, por\u00e9m, embasadas em experi\u00eancias passadas da empresa.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Em outras palavras, operacionalmente, as empresas fazem uma matriz de idade de saldos das contas a receber (matriz de provis\u00f5es), comumente conhecida como \u201caging list\u201d, a fim de se calcular a PECLD.<\/p>\n<h3><strong>O que \u00e9 uma matriz de provis\u00f5es?<\/strong><\/h3>\n<p>A matriz de provis\u00f5es \u00e9 uma t\u00e9cnica utilizada usualmente em empresas que realizam vendas a prazo e que possuem contas a receber tradicionais, ou seja, as contas a receber mantidas pela empresa at\u00e9 a liquida\u00e7\u00e3o dos devedores tais como: clientes, contas a receber, duplicatas a receber etc.<\/p>\n<p>Por essa t\u00e9cnica, os receb\u00edveis s\u00e3o agrupados por ordem de vencimento e a partir desse agrupamento formam-se os extratos de contas a receber ordenados por data de convers\u00e3o de caixa, a fim de se calcular as Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa (PECLD).<\/p>\n<p>Cada categoria de vencimento deve estar associada a um percentual de perda estimativa. Por exemplo, digamos que o estudo preliminar das perdas passadas da Empresa XYZ tenha demonstrado que 3% das contas ainda \u201cn\u00e3o vencidas\u201d tiveram perdas; por\u00e9m, quando as contas estavam vencidas, mas h\u00e1 menos de 30 dias, esse \u00edndice aumentou para 6%; passando para 10% quando o t\u00edtulo estava vencido h\u00e1 mais de 30 dias e menos de 60 dias; e assim sucessivamente.<\/p>\n<p>Com base nas informa\u00e7\u00f5es colhidas pela empresa, segue a matriz de provis\u00f5es:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-19958 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-2.jpg?resize=770%2C142\" alt=\"PECLD\" width=\"770\" height=\"142\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-2.jpg?w=777&amp;ssl=1 777w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-2.jpg?resize=300%2C55&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-2.jpg?resize=768%2C141&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-2.jpg?resize=770%2C143&amp;ssl=1 770w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-2.jpg?resize=24%2C4&amp;ssl=1 24w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-2.jpg?resize=36%2C7&amp;ssl=1 36w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-2.jpg?resize=48%2C9&amp;ssl=1 48w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p>Com base na matriz de provis\u00f5es e admitindo um saldo de contas a receber da Empresa XZY de R$ 32.500, que possui cr\u00e9ditos comerciais de grandes valores e de pequenos clientes, a empresa mensurou sua PECLD em R$ 4.120, conforme demonstrado abaixo:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-19959 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-3.jpg?resize=625%2C343\" alt=\"PECLD - Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa\" width=\"625\" height=\"343\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-3.jpg?w=625&amp;ssl=1 625w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-3.jpg?resize=300%2C165&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-3.jpg?resize=24%2C13&amp;ssl=1 24w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-3.jpg?resize=36%2C20&amp;ssl=1 36w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-3.jpg?resize=48%2C26&amp;ssl=1 48w\" sizes=\"(max-width: 625px) 100vw, 625px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao lan\u00e7amento cont\u00e1bil, o mesmo \u00e9 o que estamos acostumados, ou seja, \u00e9 um d\u00e9bito na linha de despesas com PECLD e um cr\u00e9dito de igual valor no ativo (R$ 4.120), como redutor da conta de clientes a receber, assim demonstrado:<\/p>\n<p>D \u2013 Despesa com PECLD\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; $ 4.120<br \/>\nC \u2013 PECLD (redutora de ativo)\u00a0\u00a0\u00a0 &#8211; $ 4.120<\/p>\n<p>Obviamente que ap\u00f3s registro inicial, a PECLD deve ser revisada mensalmente com base nos novos eventos ocorridos, por exemplo, aumento do saldo por novas vendas a prazo, redu\u00e7\u00e3o do saldo por liquida\u00e7\u00e3o de contas (que estavam em dia atrasos) etc.<\/p>\n<p>Se o valor apurado da PECLD atual for maior do que no m\u00eas anterior, compete \u00e0 empresa efetuar um complemento da PECLD, caso contr\u00e1rio, ou seja, se o valor apurado do m\u00eas atual \u00e9 inferior ao do m\u00eas anterior, compete \u00e0 empresa realizar a revers\u00e3o da despesa de PECLD, conforme exemplo de lan\u00e7amento abaixo:<\/p>\n<p>Revers\u00e3o de uma PECLD:<br \/>\nD \u2013 PECLD (redutora de ativo)<br \/>\nC \u2013 Receita de revers\u00e3o da PECLD<\/p>\n<h2><strong>Coment\u00e1rios adicionais sobre a matriz de provis\u00f5es<\/strong><\/h2>\n<p>No exemplo acima utilizamos uma estratifica\u00e7\u00e3o simples de uma matriz de provis\u00f5es, ou seja, estratificamos o \u201caging list\u201d das contas a receber de uma empresa. A l\u00f3gica da matriz de provis\u00f5es \u00e9 aglutinar os ativos financeiros (contas a receber) por caracter\u00edsticas comuns, permitindo assim a an\u00e1lise do comportamento dessas carater\u00edsticas, tais como: i) regi\u00e3o de onde a empresa atua; ii) categoria de cliente (bronze, prata, diamante, ouro); iii) categoria de cliente combinada com valores etc.<\/p>\n<p>Vejamos alguns exemplos de matrizes de provis\u00f5es:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-19960 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-4.jpg?resize=770%2C490\" alt=\"PECLD - Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa\" width=\"770\" height=\"490\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-4.jpg?w=883&amp;ssl=1 883w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-4.jpg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-4.jpg?resize=768%2C489&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-4.jpg?resize=24%2C15&amp;ssl=1 24w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-4.jpg?resize=36%2C23&amp;ssl=1 36w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/pecld-4.jpg?resize=48%2C31&amp;ssl=1 48w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, as empresas utilizam a matriz de provis\u00f5es conjugada com outras an\u00e1lises, tais como: hist\u00f3rico de pagamento do cliente, se as contas a receber possuem garantia, se os t\u00edtulos vencidos foram liquidados em evento subsequente ao da data do fechamento das demonstra\u00e7\u00f5es financeiras etc.<\/p>\n<p>Novamente frisamos que n\u00e3o existe um modelo mecanicista ou autom\u00e1tico de se calcular as Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa (PECLD). O c\u00e1lculo da perda deve ser efetuado por profissionais que entendem bem a empresa, o ramo de neg\u00f3cio, a conjuntura econ\u00f4mica do momento em que a estimativa est\u00e1 sendo efetuada etc.<\/p>\n<h2><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Vimos os conceitos de <span>Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa<\/span>, os aspectos hist\u00f3ricos da PECLD, comparamos a norma atual de \u201cPerdas Esperadas\u201d (IFRS 9) com a norma anterior de \u201cPerdas Incorridas\u201d (IAS 39) e exemplificamos o c\u00e1lculo de uma PECLD utilizando <span>a <\/span><span><strong>abordagem simplificada<\/strong><\/span><span> da IFRS 9.<\/span><\/p>\n<p>Refor\u00e7amos que o c\u00e1lculo das Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa n\u00e3o \u00e9 mecanicista ou autom\u00e1tico, pois o mesmo depende de diversas vari\u00e1veis e deve ser efetuado n\u00e3o somente por quem entende bem a empresa e seu ramo de neg\u00f3cio, mas como tamb\u00e9m por profissionais que entendam a conjuntura econ\u00f4mica do momento em que a estimativa est\u00e1 sendo efetuada etc.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar de lembrar que o entendimento das normas internacionais cont\u00e1beis (IFRS) \u00e9 um conhecimento basilar para o profissional da contabilidade, a fim de que as demonstra\u00e7\u00f5es financeiras sejam mensuradas, apresentadas e divulgadas adequadamente para os usu\u00e1rios das mesmas, ou seja, para os administradores, investidores, credores, acionistas, governo etc.<\/p>\n<p>No <b><a href=\"https:\/\/www.blbescoladenegocios.com.br\/blog\/cpc-48-ifrs-9-pecld-parte-2-abordagem-geral-e-ajustada-ao-credito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pr\u00f3ximo artigo<\/a><\/b>, trataremos das outras duas abordagens (metodologias) para as empresas efetuarem a PECLD das contas a receber; ou seja, a <strong>abordagem geral<\/strong> e <strong>abordagem ajustada do cr\u00e9dito<\/strong>.<\/p>\n<p>A equipe do \u00a0<a href=\"http:\/\/www.blbbrasil.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>Grupo BLB<\/strong><\/a>\u00a0\u00e9 especialista nas aplica\u00e7\u00f5es das IFRS, com experi\u00eancias pr\u00e1ticas em diversos clientes, oferecendo todo suporte necess\u00e1rio para adapta\u00e7\u00e3o as normas IFRS e inclusive nas \u00e1reas\u00a0de <a href=\"http:\/\/www.blbbrasil.com.br\/servicos\/auditoria-independente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>auditoria independente<\/strong><\/a><strong>; consultorias <\/strong><a href=\"http:\/\/www.blbbrasil.com.br\/servicos\/consultoria-tributaria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>tribut\u00e1ria<\/strong><\/a> e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.blbbrasil.com.br\/servico\/auditoria-trabalhista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" class=\"broken_link\"><strong>trabalhista<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/remerson-galindo-de-souza-65460735\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Remerson Galindo de Souza<\/strong><\/a><strong><br \/>\n<\/strong>S\u00f3cio-gerente de Auditoria Independente do Grupo BLB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde de janeiro de 2018 entraram em vigor as normas CPC 47 (IFRS 15) e CPC 48 (IFRS 9), tratando, respectivamente, de \u201cReceita de Contrato com Cliente\u201d e \u201cInstrumentos Financeiros\u201d. Ambas as normas se correlacionam no que diz respeito ao reconhecimento, mensura\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o das receitas e nas perdas esperadas das contas a receber. 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