{"id":20001,"date":"2020-06-23T16:17:32","date_gmt":"2020-06-23T19:17:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/?p=20001"},"modified":"2025-10-01T17:40:31","modified_gmt":"2025-10-01T20:40:31","slug":"tributacao-do-etanol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/","title":{"rendered":"Tributa\u00e7\u00e3o do etanol: irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins"},"content":{"rendered":"<h2><strong>Contextualiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Podemos dizer que os tributos s\u00e3o a principal fonte de renda dos entes federados, em estrito respeito ao Sistema Tribut\u00e1rio Nacional, insculpido na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Tal afirmativa, nos leva sem d\u00favida a uma constata\u00e7\u00e3o \u00f3bvia, qual seja, a de que o cen\u00e1rio pol\u00edtico \u00e9 quem rege o panorama tribut\u00e1rio.<\/p>\n<p>Dito isso, lembramos que em meados de 2014 o pa\u00eds j\u00e1 apresentava sinais de recess\u00e3o econ\u00f4mica, fato que se concretizou no ano de 2015 com o recuo do PIB brasileiro em cerca de 3,8% segundo o IBGE, em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior, fator esse apontado por especialistas como um dos motores que, junto \u00e0 desastrosa gest\u00e3o e \u00e0 perda de popularidade, resultou no impeachment da Presidente Dilma Roussef em 2016.<\/p>\n<p>O governo empossado na sequ\u00eancia, alinhado com o discurso de recolher maiores valores aos cofres da Uni\u00e3o e recompor as perdas com desonera\u00e7\u00f5es fiscais setoriais irrespons\u00e1veis, ensaiou uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o com a promulga\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2017\/decreto\/D9101.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Decreto 9.101 de 2017<\/strong><\/a>, o qual junto com outras medidas, possibilitaria o cumprimento da meta fiscal, segundo dizeres do ent\u00e3o Presidente da Rep\u00fablica Michel Temer.<\/p>\n<h2><strong>Conte\u00fado e inconstitucionalidade<\/strong><\/h2>\n<p>O objetivo do Decreto era simples: aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o por meio da suspens\u00e3o de benef\u00edcios e da majora\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas relativas \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es de PIS e Cofins e, para os objetivos de nosso estudo, nos ateremos somente \u00e0s altera\u00e7\u00f5es relativas ao etanol.<\/p>\n<p>O texto fixa em R$ 23,38 (vinte e tr\u00eas reais e trinta e oito centavos) o PIS e R$ 107,52 (cento e sete reais e cinquenta e dois centavos) a Cofins, por metro c\u00fabico de \u00e1lcool, no caso de venda realizada por produtor ou importador, enquanto no caso de venda realizada por distribuidor os valores s\u00e3o de R$ 35,07 (trinta e cinco reais e sete centavos) e R$ 161,28 (cento e sessenta e um reais e vinte e oito centavos) por metro c\u00fabico de \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Segundo a Procuradoria da Fazenda Nacional em defesa de questionamentos judiciais ao referido Decreto, as <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L9718.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Leis n\u00ba 9.718\/1988<\/strong><\/a> e n\u00ba <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2004\/lei\/l10.865.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>10.865\/2004<\/strong><\/a>, nos arts. 5\u00ba, \u00a78\u00ba e 27, \u00a72\u00ba, respectivamente, sustentariam uma suposta prerrogativa ao Poder Executivo para alterar as al\u00edquotas supracitadas, assunto que iremos tratar mais \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Importante ressaltar que tal legisla\u00e7\u00e3o, menos de 15 dias ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o, teve suas al\u00edquotas revistas, com consequente diminui\u00e7\u00e3o, pois at\u00e9 mesmo a Receita Federal admitiu que a altera\u00e7\u00e3o estava acima do permitido, o que denota inconsist\u00eancias desde a confec\u00e7\u00e3o do texto legal.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante o Decreto foi al\u00e9m, impondo efic\u00e1cia imediata para as novas cobran\u00e7as, causando estranheza at\u00e9 mesmo aos n\u00e3o operadores do direito, pouco familiarizados com os ditames jur\u00eddicos e procedimentais que regem a vac\u00e2ncia das leis.<\/p>\n<h2><strong>Princ\u00edpio da Anterioridade e Legalidade Tribut\u00e1ria<\/strong><\/h2>\n<p>Ora, o imediatismo n\u00e3o \u00e9 comum ao meio jur\u00eddico, tampouco admitem-se surpresas injustas em qualquer ramo do Direito, por exemplo no \u00e2mbito processual podemos vislumbrar o Princ\u00edpio da N\u00e3o Surpresa, consagrado no Novo C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, que garante o processo justo e equ\u00e2nime a todos que comp\u00f5em a rela\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n<p>N\u00e3o sem motivo, a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicaocompilado.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Constitui\u00e7\u00e3o Federal do Brasil de 1988<\/strong><\/a> (CF), em seu art. 150, III, \u201cc\u201d, prev\u00ea que somente decorridos 90 dias da publica\u00e7\u00e3o de uma lei \u00e9 que a mesma pode produzir alguma cobran\u00e7a. Estamos tratando ent\u00e3o de um dos mais importantes princ\u00edpios do Direito Tribut\u00e1rio, o da <strong>Anterioridade<\/strong>, segundo o qual o pagamento feito antes do exaurimento do prazo legal deve ser entendido como em pagamento indevido, culminando em cr\u00e9dito ao contribuinte.<\/p>\n<p>Entretanto, defeito mais grave e com efeitos mais danosos, resulta da clara afronta do Decreto ao princ\u00edpio da<strong> Legalidade Tribut\u00e1ria<\/strong>, o qual exige an\u00e1lise mais apurada, pelo que tecemos alguns coment\u00e1rios em seguida.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, nos conv\u00e9m lembrar da \u201cPir\u00e2mide de Kelsen\u201d figura que ilustra a hierarquia das normas brasileiras, estando a Constitui\u00e7\u00e3o Federal no topo, abarcando as demais, num significado claro de que todas a ela e devem ser submetidas.<\/p>\n<p>Sabiamente, o art. 150, I, da CF, veda expressamente \u00e0 Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios, exigir ou aumentar tributos sem que haja pr\u00e9via aprova\u00e7\u00e3o de lei para tanto. Trata-se de garantia constitucional, e, portanto, lhe \u00e9 conferido a interpreta\u00e7\u00e3o mais extensiva poss\u00edvel, j\u00e1 que na esteira desse preceito, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de aumento, se n\u00e3o por lei, de forma direta, a exemplo da majora\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas, tampouco indireta, uma vez que a suspens\u00e3o de benef\u00edcios resultar\u00e1 em maior encargo tribut\u00e1rio.<\/p>\n<p>Esse princ\u00edpio no ordenamento tribut\u00e1rio brasileiro \u00e9 ainda mais rigoroso, em que pese possuir um adendo ao seu conceito, a ideia de estrita legalidade, onde diferencia-se da legalidade \u201clato sensu\u201d previsto no art. 5\u00ba, II, tamb\u00e9m da CF. Isso fica evidenciado nos ditames do art. 108, \u00a71\u00ba do <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/strong><\/a>, pelo qual entende-se de n\u00e3o ser poss\u00edvel a ado\u00e7\u00e3o de analogia para majora\u00e7\u00e3o de uma tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em segundo plano, para que n\u00e3o seja feita injusti\u00e7a, existem exce\u00e7\u00f5es ao princ\u00edpio, a saber:<\/p>\n<p>I) Artigo 153 \u00a7 1\u00ba da CF: \u201c\u00c9 facultado ao Poder Executivo, atendidas as condi\u00e7\u00f5es e os limites estabelecidos em lei, alterar as al\u00edquotas dos impostos enumerados nos incisos I [importa\u00e7\u00e3o de produtos estrangeiros], II [exporta\u00e7\u00e3o, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados], IV [produtos industrializados] e V [opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, c\u00e2mbio e seguro, ou relativas a t\u00edtulos ou valores mobili\u00e1rios].\u201d \u00c9 o que se convencionou denominar de \u201clegalidade aparente\u201d;<\/p>\n<p>II) A segunda exce\u00e7\u00e3o est\u00e1 contida no artigo 177, \u00a7 4\u00ba, I, \u201cb\u201d da CF, que se refere a contribui\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico (CIDE). Diz o texto constitucional: \u201cA lei que instituir contribui\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico relativa \u00e0s atividades de importa\u00e7\u00e3o ou comercializa\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e seus derivados, g\u00e1s natural e seus derivados e \u00e1lcool combust\u00edvel dever\u00e1 atender aos seguintes requisitos: I \u2013 a al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser: a) diferenciada por produto ou uso; b) reduzida e estabelecida por ato do Poder Executivo, n\u00e3o se lhe aplicando o disposto no artigo 150, III, b;\u201d;<\/p>\n<p>III) A terceira refere-se ao artigo 155, \u00a7 4\u00ba, IV da CF que permite aos Estados e Distrito Federal definir as al\u00edquotas do ICMS monof\u00e1sico incidente sobre combust\u00edveis, atrav\u00e9s de conv\u00eanio espec\u00edfico;<\/p>\n<p>IV) Ainda o artigo 97, \u00a7 2\u00ba do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional prev\u00ea que \u201cn\u00e3o constitui majora\u00e7\u00e3o de tributo, para fins do disposto no inciso II deste artigo, a atualiza\u00e7\u00e3o do valor monet\u00e1rio da respectiva base de c\u00e1lculo; e, finalmente,<\/p>\n<p>V) Em caso de relev\u00e2ncia e urg\u00eancia, as medidas provis\u00f3rias (artigo 62 \u00a7 2\u00ba da CF).<\/p>\n<p>Conv\u00e9m ressaltar que essas exce\u00e7\u00f5es possuem car\u00e1ter restritivo e, conforme j\u00e1 mencionamos anteriormente, n\u00e3o se permite o uso de analogias, portanto, como n\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00f5es \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es de PIS\/PASEP e Cofins, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em enquadramento da mat\u00e9ria tratada pelo referido Decreto.<\/p>\n<p>\u00c9 importante esclarecer que a CIDE, pela pr\u00f3pria natureza tribut\u00e1ria, foi criada com o intuito de assegurar um montante m\u00ednimo de recursos para investimentos em infraestrutura de transporte, em projetos ambientais relacionados \u00e0 ind\u00fastria do petr\u00f3leo e g\u00e1s, e em subs\u00eddios ao transporte de \u00e1lcool combust\u00edvel, de g\u00e1s natural e derivados, e de petr\u00f3leo e derivados.<\/p>\n<p>Em contrapartida, as contribui\u00e7\u00f5es de Cofins, tem como finalidade o financiamento da seguridade social, prevista no artigo 195, I, b da CF. e o PIS\/PASEP, tem o intuito de financiar o programa do seguro-desemprego e o abono de que trata o \u00a7 3\u00ba do artigo 239 da CF, n\u00e3o confundindo-se ent\u00e3o com a CIDE, exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra da estrita legalidade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/material.grupoblb.com.br\/ebook-pis-cofins\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-24429\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Como-realizar-o-credito-acumulado-de-PIS-Cofins.png?resize=770%2C136&#038;ssl=1\" alt=\"Ebook Como realizar o cr\u00e9dito acumulado de PIS Cofins\" width=\"770\" height=\"136\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Como-realizar-o-credito-acumulado-de-PIS-Cofins.png?w=850&amp;ssl=1 850w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Como-realizar-o-credito-acumulado-de-PIS-Cofins.png?resize=300%2C53&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Como-realizar-o-credito-acumulado-de-PIS-Cofins.png?resize=768%2C136&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Como-realizar-o-credito-acumulado-de-PIS-Cofins.png?resize=24%2C4&amp;ssl=1 24w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Como-realizar-o-credito-acumulado-de-PIS-Cofins.png?resize=36%2C6&amp;ssl=1 36w, https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ebook-Como-realizar-o-credito-acumulado-de-PIS-Cofins.png?resize=48%2C8&amp;ssl=1 48w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<h2><strong>Efeito pr\u00e1tico e aplicabilidade<\/strong><\/h2>\n<p>Em termos palat\u00e1veis, os efeitos econ\u00f4micos trazidos pelo Decreto foram: para os produtores de etanol, cada litro acarretou em um aumento de 0,0109 de real, enquanto para o distribuidor, esse aumento foi de cerca de 0,1964 real. Assim, em cada 1.000.000 de litros vendidos pelo produtor, R$10.900 (dez mil e novecentos reais) foram pagos a maior, e por conseguinte, para o distribuidor, R$196.400 (cento e noventa e seis mil e quatrocentos reais) foram cobrados indevidamente.<\/p>\n<p>Posto isso, o contribuinte deve se perguntar qual \u00e9 a possibilidade de ter seu direito reconhecido, quest\u00e3o que se divide em dois fatos e pedidos distintos, em que cada uma tem por base um princ\u00edpio \u00edmpar, sobre os quais discorremos anteriormente. A primeira tem como alicerce o princ\u00edpio da <strong>Legalidade<\/strong>, na qual o direito a cr\u00e9ditos inicia-se desde os pagamentos feitos em 20 de julho de 2017 at\u00e9 aos mais atuais e, o segundo est\u00e1 embasado no princ\u00edpio da <strong>Anterioridade<\/strong>, em que pese, os cr\u00e9ditos serem calculados na mesma data de in\u00edcio do primeiro, restringe-se ao per\u00edodo de 90 dias ap\u00f3s a inicial.<\/p>\n<p>Deixamos claro que um pedido n\u00e3o tem o cond\u00e3o de excluir o outro, sendo o segundo feito de forma subsidiaria ao primeiro, ou seja, caso o primeiro n\u00e3o seja atendido, requeremos o provimento do segundo.<\/p>\n<p>Importante a aten\u00e7\u00e3o para esta parte, pois a quest\u00e3o que versa sobre afronta ao princ\u00edpio da <strong>Legalidade<\/strong> encontra dificuldade para aceita\u00e7\u00e3o nas justi\u00e7as de 1\u00ba e 2\u00ba inst\u00e2ncias e, aguarda aprecia\u00e7\u00e3o pelos ministros do STF, diferentemente da tratativa dada para a argui\u00e7\u00e3o sobre inobserv\u00e2ncia ao princ\u00edpio da <strong>Anterioridade<\/strong>, haja vista que O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o por meio da <em>AC 50566767520174047100 RS 5<\/em> julgou que tal princ\u00edpio n\u00e3o fora observado pelo Decreto 9.101\/2017.<\/p>\n<p>Torna-se mais n\u00edtido ainda o direito supra, quando o STF atrav\u00e9s de seu julgado <em>RE 5005457-17.2017.4.04.7005 PR<\/em>, diz ser entendimento j\u00e1 sedimentado de que a norma que majora tributos, ainda que indiretamente, na forma de altera\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio fiscal, deve observar limita\u00e7\u00e3o prevista pelo princ\u00edpio da <strong>Anterioridade<\/strong>, em cita\u00e7\u00e3o ao voto do eminente Ministro Marco Aur\u00e9lio, Relator da \u201c<a href=\"http:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=AC&amp;docID=347546\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>ADI 2.325 \u2013 MC<\/strong><\/a>\u201d.<\/p>\n<h2><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/h2>\n<p>Em virtude de todo o exposto, \u00e9 poss\u00edvel questionarmos o ato de majora\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas, cuja prerrogativa do Executivo est\u00e1 embasada apenas nas Leis n\u00ba 9.718\/1988 e n\u00ba 10.865\/2004, inclusive por tal ato estar eivado de inconstitucionalidade.<\/p>\n<p>Nossa afirmativa baseia-se na alarmante constata\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 respaldo constitucional, uma vez que h\u00e1 clara afronta \u00e0 hierarquia consagrada no ordenamento jur\u00eddico, o que de per si, impede que a norma surta os devidos efeitos legais.<\/p>\n<p>Dessa forma, n\u00e3o se sustenta o argumento de que o Decreto n\u00e3o trata sobre majora\u00e7\u00e3o de tributos, mas apenas revoga benef\u00edcios, uma vez que fica evidente o aumento da carga tribut\u00e1ria suportada pelo contribuinte, mesmo que de forma indireta, inclusive n\u00e3o respeitando o per\u00edodo de vac\u00e2ncia, direito leg\u00edtimo consagrado constitucionalmente, em clara sanha arrecadat\u00f3ria, prejudicando o planejamento tribut\u00e1rias das empresas, implicando em preju\u00edzo ao desenvolvimento da atividade empres\u00e1ria.<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos ent\u00e3o que o empresariado brasileiro tem direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o pelos valores pagos a maior em decorr\u00eancia da altera\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas sobre as contribui\u00e7\u00f5es supracitadas e, em que pese o Decreto ter sua efic\u00e1cia iniciada em 20 de julho de 2017, com as flagrantes inconstitucionalidades mencionadas, o montante a ser ressarcido poder\u00e1 ser mensurado desde a data inicial de vig\u00eancia da nova reda\u00e7\u00e3o at\u00e9 o \u00faltimo pagamento feito e, em segundo plano, de forma subsidi\u00e1ria, de 90 dias ap\u00f3s a data inicial.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/andr%C3%A9-noboru-sakamoto-472a90187\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Andr\u00e9 Noboru Sakamoto<\/strong><\/a><br \/>\nTrainee de Consultoria Tribut\u00e1ria na<br \/>\nBLB Brasil Auditores e Consultores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contextualiza\u00e7\u00e3o Podemos dizer que os tributos s\u00e3o a principal fonte de renda dos entes federados, em estrito respeito ao Sistema Tribut\u00e1rio Nacional, insculpido na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Tal afirmativa, nos leva sem d\u00favida a uma constata\u00e7\u00e3o \u00f3bvia, qual seja, a de que o cen\u00e1rio pol\u00edtico \u00e9 quem rege o panorama tribut\u00e1rio. Dito isso, lembramos que em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":20002,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"spay_email":""},"categories":[2,38],"tags":[80,925,923,300,924,30],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.9 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Tributa\u00e7\u00e3o do etanol: Decreto 9.101\/17 e o aumento de PIS\/Cofins<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Veja neste artigo uma an\u00e1lise sobre a irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins sobre a tributa\u00e7\u00e3o do etanol.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Tributa\u00e7\u00e3o do etanol: Decreto 9.101\/17 e o aumento de PIS\/Cofins\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Veja neste artigo uma an\u00e1lise sobre a irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins sobre a tributa\u00e7\u00e3o do etanol.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"BLB Blog\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-06-23T19:17:32+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-10-01T20:40:31+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/decreto-9101-tributacao-etanol.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"770\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"480\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Grupo BLB\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/\",\"name\":\"BLB Blog\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/#primaryimage\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"url\":\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/decreto-9101-tributacao-etanol.png?fit=770%2C480&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/decreto-9101-tributacao-etanol.png?fit=770%2C480&ssl=1\",\"width\":770,\"height\":480,\"caption\":\"Tributa\\u00e7\\u00e3o do etanol: irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/#webpage\",\"url\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/\",\"name\":\"Tributa\\u00e7\\u00e3o do etanol: Decreto 9.101\/17 e o aumento de PIS\/Cofins\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/#primaryimage\"},\"datePublished\":\"2020-06-23T19:17:32+00:00\",\"dateModified\":\"2025-10-01T20:40:31+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/0f726650fc88a2b0090b93d83ef26b6a\"},\"description\":\"Veja neste artigo uma an\\u00e1lise sobre a irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins sobre a tributa\\u00e7\\u00e3o do etanol.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Tributa\\u00e7\\u00e3o do etanol: irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins\"}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/0f726650fc88a2b0090b93d83ef26b6a\",\"name\":\"Grupo BLB\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/#personlogo\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c39324242025e13ddf769a9fc2b6bb94?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c39324242025e13ddf769a9fc2b6bb94?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Grupo BLB\"},\"url\":\"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/author\/blbbr\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Tributa\u00e7\u00e3o do etanol: Decreto 9.101\/17 e o aumento de PIS\/Cofins","description":"Veja neste artigo uma an\u00e1lise sobre a irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins sobre a tributa\u00e7\u00e3o do etanol.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Tributa\u00e7\u00e3o do etanol: Decreto 9.101\/17 e o aumento de PIS\/Cofins","og_description":"Veja neste artigo uma an\u00e1lise sobre a irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins sobre a tributa\u00e7\u00e3o do etanol.","og_url":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/","og_site_name":"BLB Blog","article_published_time":"2020-06-23T19:17:32+00:00","article_modified_time":"2025-10-01T20:40:31+00:00","og_image":[{"width":770,"height":480,"url":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/decreto-9101-tributacao-etanol.png","path":"\/srv\/www\/htdocs\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/decreto-9101-tributacao-etanol.png","size":"full","id":20002,"alt":"Tributa\u00e7\u00e3o do etanol: irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins","pixels":369600,"type":"image\/png"}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"Grupo BLB","Est. reading time":"9 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/","name":"BLB Blog","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/#primaryimage","inLanguage":"pt-BR","url":"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/decreto-9101-tributacao-etanol.png?fit=770%2C480&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/decreto-9101-tributacao-etanol.png?fit=770%2C480&ssl=1","width":770,"height":480,"caption":"Tributa\u00e7\u00e3o do etanol: irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/#webpage","url":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/","name":"Tributa\u00e7\u00e3o do etanol: Decreto 9.101\/17 e o aumento de PIS\/Cofins","isPartOf":{"@id":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/#primaryimage"},"datePublished":"2020-06-23T19:17:32+00:00","dateModified":"2025-10-01T20:40:31+00:00","author":{"@id":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/0f726650fc88a2b0090b93d83ef26b6a"},"description":"Veja neste artigo uma an\u00e1lise sobre a irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins sobre a tributa\u00e7\u00e3o do etanol.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/tributacao-do-etanol\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Tributa\u00e7\u00e3o do etanol: irregularidade do Decreto 9.101\/17 e o aumento indevido de PIS e Cofins"}]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/0f726650fc88a2b0090b93d83ef26b6a","name":"Grupo BLB","image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/#personlogo","inLanguage":"pt-BR","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c39324242025e13ddf769a9fc2b6bb94?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c39324242025e13ddf769a9fc2b6bb94?s=96&d=mm&r=g","caption":"Grupo BLB"},"url":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/author\/blbbr\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/decreto-9101-tributacao-etanol.png?fit=770%2C480&ssl=1","fimg_url":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/decreto-9101-tributacao-etanol.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20001"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20001"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20001\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24966,"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20001\/revisions\/24966"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20002"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}