{"id":25704,"date":"2026-04-27T17:56:31","date_gmt":"2026-04-27T20:56:31","guid":{"rendered":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/?p=25704"},"modified":"2026-04-27T17:56:33","modified_gmt":"2026-04-27T20:56:33","slug":"dedutibilidade-de-irrf-de-terceiros-no-lucro-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blbescoladenegocios.com.br\/blog\/dedutibilidade-de-irrf-de-terceiros-no-lucro-real\/","title":{"rendered":"Dedutibilidade de IRRF de terceiros no lucro real"},"content":{"rendered":"<p>O presente artigo tem como objeto analisar a dedutibilidade do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de terceiros, na determina\u00e7\u00e3o do lucro real do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) de quem realiza o pagamento.<\/p>\n<p>Antes de adentrar propriamente no tema, \u00e9 fundamental delimitar o escopo desta an\u00e1lise, mediante a apresenta\u00e7\u00e3o de algumas premissas e terminologias que ser\u00e3o adotadas:<\/p>\n<ul>\n<li>Dedutibilidade: custo ou despesa admitidos no c\u00e1lculo do lucro real. N\u00e3o se trata da dedu\u00e7\u00e3o ou do abatimento do imposto devido, mas sim daquela computada no lucro cont\u00e1bil que, por sua vez, \u00e9 o ponto de partida para o lucro real;<\/li>\n<li>Fonte: quem tem a responsabilidade de realizar a reten\u00e7\u00e3o e o recolhimento do imposto de renda (IR);<\/li>\n<li>Benefici\u00e1rio: quem sofre a reten\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso considerar que o IRRF possui uma natureza acess\u00f3ria, j\u00e1 que tem sempre como refer\u00eancia uma obriga\u00e7\u00e3o principal que a ele deu origem. Nesse contexto, a eventual dedutibilidade de IRRF, como custo ou despesa pela fonte pagadora, depende da dedutibilidade da pr\u00f3pria obriga\u00e7\u00e3o que deu origem \u00e0 reten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tal entendimento encontra respaldo no posicionamento adotado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) no <a href=\"https:\/\/carf.fazenda.gov.br\/sincon\/public\/pages\/ConsultarJurisprudencia\/listaJurisprudenciaCarf.jsf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Ac\u00f3rd\u00e3o 101-93.803<\/strong><\/a>: \u201cUma vez caracterizados os rendimentos como despesa dedut\u00edvel, dedut\u00edvel, tamb\u00e9m, o imposto de renda sobre eles incidente [&#8230;]\u201d (p. 17).<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, essa dedutibilidade em an\u00e1lise parece contraintuitiva, pois se pressup\u00f5e que custos ou despesas referem-se a obriga\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria pessoa jur\u00eddica. \u00c9 importante mencionar que o termo \u201cobriga\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 conceituado contabilmente como \u201cdever ou responsabilidade que a entidade n\u00e3o tem a capacidade pr\u00e1tica de evitar [&#8230;] sempre devida \u00e0 outra parte (ou partes)\u201d, no item 4.29 do Pronunciamento T\u00e9cnico 00 (\u201cEstrutura Conceitual para Relat\u00f3rio Financeiro\u201d), do Comit\u00ea de Pronunciamentos Cont\u00e1beis (CPC), 2\u00aa revis\u00e3o (R2).<\/p>\n<p>Custos e despesas, propriamente ditos, s\u00e3o tamb\u00e9m conceituados tendo como refer\u00eancia a pessoa jur\u00eddica que incorre neles. Enquanto o custo \u00e9 um elemento de um ativo que dever\u00e1 ser reconhecido como despesa no momento da revers\u00e3o desse ativo<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span>[1]<\/span><\/a>, a despesa se refere \u00e0s \u201credu\u00e7\u00f5es nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em redu\u00e7\u00f5es no patrim\u00f4nio l\u00edquido [&#8230;]\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><span>[2]<\/span><\/a>.<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o fiscal trata de forma semelhante custos e despesas, conceituando custo como \u201cas despesas e os encargos relativos \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e venda dos bens e servi\u00e7os objeto das transa\u00e7\u00f5es de conta pr\u00f3pria\u201d. J\u00e1 as despesas s\u00e3o aquelas \u201cn\u00e3o computadas nos custos, necess\u00e1rias \u00e0 atividade da empr\u00easa [sic] e a manuten\u00e7\u00e3o da respectiva fonte produtora\u201d, admitindo a dedutibilidade apenas daquelas que sejam \u201cusuais ou normais no tipo de transa\u00e7\u00f5es, opera\u00e7\u00f5es ou atividades da empr\u00easa [sic]&#8221;<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><span>[3]<\/span><\/a>.<\/p>\n<p>Todos esses pressupostos s\u00e3o adequados nos casos de imposto de renda retido por antecipa\u00e7\u00e3o, em que a fonte pagadora ret\u00e9m e recolhe o tributo, atuando como agente arrecadador.<\/p>\n<p>Uma exce\u00e7\u00e3o parece ser a remessa ao exterior de juros devidos em raz\u00e3o da compra de bens a prazo, caso em que o Regulamento do Imposto de Renda de 2018 (RIR\/18) trata como hip\u00f3tese de incid\u00eancia do imposto de renda n\u00e3o o auferimento de renda, mas sim a remessa em si para o exterior, definindo como contribuinte o remetente<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><span>[4]<\/span><\/a>:<\/p>\n<blockquote>\n<p>Art. 761. Fica sujeito \u00e0 incid\u00eancia do imposto de que trata o art. 760 o valor dos juros remetidos para o exterior, devidos em raz\u00e3o da compra de bens a prazo, ainda quando o benefici\u00e1rio do rendimento for o pr\u00f3prio vendedor.<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00ba Para fins do disposto neste artigo, considera-se fato gerador do imposto sobre a renda a remessa para o exterior e contribuinte, o remetente, hip\u00f3tese em que n\u00e3o ser\u00e1 aplicado o reajustamento de que trata o art. 786.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mas mesmo nesse caso, a dedutibilidade n\u00e3o \u00e9 admitida, como prescreve a <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8981.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Lei 8.981\/1995<\/strong><\/a>, em seu artigo 41, \u00a7 2\u00ba: \u201cNa determina\u00e7\u00e3o do lucro real, a pessoa jur\u00eddica n\u00e3o poder\u00e1 deduzir como custo ou despesa o Imposto de Renda de que for sujeito passivo como contribuinte ou respons\u00e1vel em substitui\u00e7\u00e3o ao contribuinte\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><span>[5]<\/span><\/a>.<\/p>\n<p>A exce\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, aparece no \u00a7 3\u00ba do artigo 41 da Lei 8.981\/1995, que prescreve que: \u201cA dedutibilidade, como custo ou despesa, de rendimentos pagos ou creditados a terceiros abrange o imposto sobre os rendimentos que o contribuinte, como fonte pagadora, tiver o dever legal de reter e recolher, ainda que assuma o \u00f4nus do imposto\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, no que se refere a rendimentos pagos ou creditados a terceiros, cujo IR na fonte deve ser retido, a dedutibilidade como custo ou despesa \u00e9 admitida, ainda que \u201cassuma o \u00f4nus do imposto\u201d. Essa assun\u00e7\u00e3o do \u00f4nus remete \u00e0 hip\u00f3tese do \u201creajustamento de que trata o artigo 786\u201d, mencionado ao final do \u00a7 1\u00ba do artigo 761 citado acima, tamb\u00e9m conhecida como <em>gross up<\/em>. Veja sua reda\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>Reajuste do rendimento<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Art. 786. Quando a fonte pagadora assumir o \u00f4nus do imposto sobre a renda devido pelo benefici\u00e1rio, a import\u00e2ncia paga, creditada, empregada, remetida ou entregue ser\u00e1 considerada l\u00edquida e caber\u00e1 o reajustamento do rendimento bruto, sobre o qual recair\u00e1 o imposto, ressalvadas as hip\u00f3teses a que se referem o art. 733 [pr\u00eamios em bens e servi\u00e7os] e o \u00a7 1\u00ba do art. 761.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A assun\u00e7\u00e3o de \u00f4nus e o reajustamento n\u00e3o fazem parte da fonte contribuinte. Al\u00e9m disso, a dedu\u00e7\u00e3o admitida \u00e9 como custo ou despesa, e n\u00e3o como abatimento do IR devido ou a pagar<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><span>[6]<\/span><\/a>.<\/p>\n<p>A regra de reajustamento obriga que a reten\u00e7\u00e3o seja feita observando-se o seguinte:<\/p>\n<p><strong>(a)<\/strong> o valor ou o \u00f4nus do IR assumido deve ser embutido no rendimento (\u201creajustamento do rendimento bruto\u201d);<\/p>\n<p><strong>(b)<\/strong> o IRRF deve ser calculado sobre o rendimento bruto reajustado;<\/p>\n<p><strong>(c)<\/strong> o pagamento ou a remessa, entre outros, ao benefici\u00e1rio deve ser feito pelo valor do rendimento bruto reajustado diminu\u00eddo do IR sobre ele calculado (a \u2013 b; \u201cimport\u00e2ncia l\u00edquida\u201d).<\/p>\n<p>Abaixo, ilustramos tr\u00eas cen\u00e1rios envolvendo a reten\u00e7\u00e3o e o reajustamento:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\u00a0<\/td>\n<td>\n<p><strong>Reten\u00e7\u00e3o <u>sem reajustamento<\/u> e com remessa pelo <u>valor l\u00edquido<\/u><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p><strong>Reten\u00e7\u00e3o <u>com reajustamento<\/u> e com remessa pelo <u>valor l\u00edquido<\/u><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p><strong>Reten\u00e7\u00e3o <u>sem reajustamento<\/u> e com remessa pelo <u>valor bruto<\/u><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Valor bruto devido a terceiro<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>100,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>100,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>100,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Al\u00edquota de IRRF (exemplo)<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>15%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>15%<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>15%<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Reajustamento (<em>gross up<\/em>)<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>117,65<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>IRRF<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>15,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>17,65<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>15,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Valor pago ao terceiro<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>85,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>100,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>100,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Custo\/despesa total da fonte<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>100,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>117,65<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>115,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Custo\/despesa <u>dedut\u00edvel<\/u><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>100,00<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>117,65<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>100,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p><strong>Custo\/despesa <u>indedut\u00edvel<\/u><\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>&#8211;<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p>15,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Logo, a dedutibilidade de IRRF como custo ou despesa na apura\u00e7\u00e3o de IRPJ da fonte pagadora demanda aten\u00e7\u00e3o \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o negocial, uma vez que a remessa deve ser feita sempre pelo valor l\u00edquido<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><span>[7]<\/span><\/a>.<\/p>\n<p>Considerando todos esses pontos, a <a href=\"https:\/\/www.blbauditoreseconsultores.com.br\" class=\"broken_link\"><strong>BLB Auditores e Consultores<\/strong><\/a>, especializada em garantir confiabilidade e seguran\u00e7a nos neg\u00f3cios e nos controles de seus clientes, conta com profissionais altamente capacitados no \u00e2mbito tribut\u00e1rio. 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E \u00e9 o que parece presumir tamb\u00e9m a RFB ao tratar o caso como de \u201cresponsabilidade pela reten\u00e7\u00e3o e recolhimento do imposto devido na fonte\u201d na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit 45\/2015 (p. 15, item 21).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><span>[5]<\/span><\/a> Esse foi o entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) no <a href=\"https:\/\/carf.fazenda.gov.br\/sincon\/public\/pages\/ConsultarJurisprudencia\/listaJurisprudenciaCarf.jsf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ac\u00f3rd\u00e3o 1102-00.126<\/a>: \u201cPor fic\u00e7\u00e3o legal, o remetente de juros ao exterior, devidos em raz\u00e3o da compra de bens a prazo, \u00e9 considerado sujeito passivo do imposto como contribuinte, e nos termos do \u00a7 2\u00ba do art. 41 da Lei n\u00b0 8.981, de 1995, o imposto retido incidente na remessa \u00e9 indedut\u00edvel na apura\u00e7\u00e3o do lucro real\u201d. Seja contribuinte pelo entendimento do Carf, ou respons\u00e1vel tribut\u00e1ria por substitui\u00e7\u00e3o pelos entendimentos do STJ e da RFB, conforme nota de rodap\u00e9 anterior, a consequ\u00eancia continuaria sendo a de indedutibilidade (sic) como custo ou despesa em raz\u00e3o do \u00a7 2\u00ba do artigo 41 da Lei 8.981\/1995.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><span>[6]<\/span><\/a> Foi o que exp\u00f4s a RFB na <a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/58005\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Disit\/SSRF07 96\/2001<\/a>: \u201cTendo o interessado assumido o \u00f4nus do imposto de renda na fonte, em virtude de acordo com o benefici\u00e1rio do rendimento (royalties), poder\u00e1 deduzir n\u00e3o a t\u00edtulo do imposto, mas como complemento do custo ou despesa correspondente o imposto que recolher na forma da lei, obedecidos os limites e condi\u00e7\u00f5es de dedutibilidade previstos na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><span>[7]<\/span><\/a> Segundo o Carf, no Ac\u00f3rd\u00e3o 9303004.142: \u201c[&#8230;] legisla\u00e7\u00e3o do imposto de renda, a qual que conceitua o IRRF como integrante da import\u00e2ncia paga, creditada, empregada, remetida ou entregue, raz\u00e3o pela qual, na apura\u00e7\u00e3o da CIDE deve-se considerar o IRRF como integrante da import\u00e2ncia paga, creditada, empregada, remetida ou entregue\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presente artigo tem como objeto analisar a dedutibilidade do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de terceiros, na determina\u00e7\u00e3o do lucro real do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) de quem realiza o pagamento. 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