Valuation por múltiplos: um guia completo para a avaliação de empresas

Valuation por múltiplos: um guia completo para a avaliação de empresas

15 minutos de leitura

Saiba mais sobre o cálculo de valor de uma empresa e conheça melhor o método valuation por múltiplos.

O processo de valuation tem um papel fundamental no mundo das finanças corporativas, sendo uma das principais ferramentas utilizadas para determinar o valor de uma empresa. A avaliação precisa de uma companhia é essencial não apenas para as aquisições, mas também para a tomada de decisões estratégicas, como investimentos e fusões.

Dentre os diversos métodos de avaliação de empresas, o mais usado é o por Fluxo de Caixa Descontado (DCF), que considera o valor presente dos fluxos de caixa futuros projetados, oferecendo uma análise detalhada e fundamentada. Além desse método, o valuation por múltiplos também é muito utilizado e se destaca por sua maior facilidade, simplicidade e capacidade de permitir comparações rápidas com empresas similares, sendo amplamente adotado no mercado.

A principal característica do valuation por múltiplos é a precificação relativa. Ou seja, em vez de calcular o valor intrínseco de uma empresa, o método compara uma determinada companhia com outras do mesmo setor ou com empresas comparáveis, utilizando múltiplos financeiros para estabelecer um valor aproximado. Embora seja um método bastante eficaz, a análise e a interpretação dos múltiplos exigem cuidado e conhecimento técnico profundo.

Levando tudo isso em consideração, neste artigo, exploraremos detalhadamente o método de valuation por múltiplos, analisando os principais múltiplos utilizados, suas vantagens e limitações. Além disso, abordaremos como escolher o múltiplo adequado para diferentes setores e apresentaremos exemplos práticos, a fim de ilustrar como realizar a análise e interpretar os resultados.

Fundamentos do valuation por múltiplos

O valuation por múltiplos é uma abordagem de avaliação relativa, em que se compara o preço de uma empresa com métricas financeiras específicas, como lucro líquido, EBITDA ou receita. A lógica por trás desse método é simples: empresas que são semelhantes em termos de tamanho, setor e potencial de crescimento devem ser avaliadas de maneira semelhante. Portanto, se uma empresa apresenta múltiplos financeiros mais baixos que empresas semelhantes, ela pode estar subavaliada e, se seus múltiplos forem mais altos, ela pode estar sobreavaliada.

Este método é amplamente utilizado, porque oferece uma avaliação rápida e fácil, baseada em dados atualizados de mercado. Porém, é importante destacar que, ao usar múltiplos, há a presunção de que o mercado está correto na precificação das empresas comparáveis. Isso pode ser um ponto de falha se as comparações não forem feitas com empresas verdadeiramente semelhantes ou se o mercado estiver distorcido.

Principais múltiplos utilizados

Existem vários múltiplos utilizados na avaliação, de modo que cada um possui uma aplicabilidade específica. A seguir, vamos explorar os mais comuns e detalhar suas interpretações.

  1. EV/EBITDA (Enterprise Value/EBITDA)

O múltiplo EV/EBITDA relaciona o valor da empresa, ou Enterprise Value (EV), com o seu EBITDA (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização). Esse múltiplo é amplamente utilizado devido ao fato de o EBITDA oferecer uma perspectiva mais precisa e neutra da rentabilidade operacional de uma empresa, abstraindo fatores que não estão diretamente ligados às suas atividades principais.

O EBITDA é calculado somando-se o lucro operacional (antes de juros e impostos) às despesas de depreciação e amortização, excluindo, assim, elementos não operacionais, como ganhos ou perdas extraordinárias. Além disso, por não considerar impostos — que variam significativamente entre países devido a diferentes regimes tributários — o EBITDA permite comparações mais consistentes entre empresas localizadas em jurisdições fiscais distintas.

Da mesma forma, ao desconsiderar os juros (custos de dívidas), ele elimina os efeitos da estrutura de capital, tornando-se independente das decisões de financiamento da companhia, como o nível de endividamento. Dessa forma, o EV/EBITDA se destaca como uma ferramenta eficaz para avaliar a performance operacional e comparar empresas de forma padronizada, independentemente de suas políticas de capital ou contextos fiscais. A fórmula para cálculo dessa métrica é dada por:

EV/EBITDA = Valor da empresa (EV)/EBITDA

Interpretação do EV/EBITDA:

  • EV/EBITDA alto: um múltiplo alto pode sugerir que a empresa está sendo negociada a um preço elevado em relação à sua capacidade operacional de gerar lucros. Isso pode ser aceitável em setores de alto crescimento, como o de tecnologia, no qual as expectativas de futuro são altas.
  • EV/EBITDA baixo: um múltiplo baixo pode indicar que a empresa está sendo negociada a um preço atrativo em relação à sua geração de lucro operacional. Isso pode ocorrer quando a empresa está passando por dificuldades temporárias ou quando o mercado não está reconhecendo seu potencial.

Exemplo: se a Apple tem um EV/EBITDA de 15, e a Microsoft tem um EV/EBITDA de 18, isso pode sugerir que a Apple está sendo negociada com um prêmio menor em relação à sua geração de lucro operacional. Tal resultado pode ser devido a fatores como o ciclo de vida do produto ou a percepção de crescimento futuro.

  1. P/L (Preço/Lucro)

O múltiplo P/L, ou preço sobre lucro, é um dos mais tradicionais e amplamente utilizados. Ele relaciona o preço de mercado da ação de uma empresa com o seu lucro por ação (LPA). Além de sua aplicação em valuation, o múltiplo P/L é amplamente usado no mercado de ações para comparar a rentabilidade entre empresas do mesmo setor. Muitos analistas o utilizam como referência para identificar momentos oportunos de compra (P/L baixo, sugerindo subvalorização) ou venda (P/L alto, indicando possível sobrevalorização), embora deva ser analisado em conjunto com outros indicadores para evitar conclusões isoladas. Sua fórmula é:

P/L = Preço da ação/lucro por ação (LPA)

Interpretação do P/L:

  • P/L alto: um múltiplo alto pode indicar que os investidores estão dispostos a pagar mais por cada unidade de lucro da empresa, podendo sugerir que a empresa está em crescimento rápido ou que o mercado acredita em suas perspectivas futuras. No entanto, um P/L excessivamente alto também pode indicar uma sobreavaliação.
  • P/L baixo: um múltiplo baixo pode indicar que a empresa está subavaliada ou que o mercado não está confiando em sua capacidade de gerar lucros no futuro. Em setores mais maduros, um P/L baixo pode ser mais aceitável.

Exemplo: se uma empresa tem um P/L de 15 e sua concorrente apresenta um P/L de 25, isso pode sugerir que a primeira está subavaliada, assumindo que ambas têm perspectivas de crescimento similares.

  1. EV/Receita (Enterprise Value sobre Receita)

O múltiplo EV/Receita compara o valor da empresa com sua receita anual. Esse múltiplo é especialmente útil para empresas em estágio inicial ou com margens de lucro voláteis, pois ele foca na receita, uma métrica mais estável. Do ponto de vista matemático, temos:

EV/Receita = Valor da empresa / Receita

Interpretação do EV/Receita:

  • EV/Receita alto: um múltiplo elevado pode indicar que a empresa está sendo negociada a um preço alto em relação à sua receita, o que pode ocorrer em empresas com alto potencial de crescimento, como startups de tecnologia.
  • EV/Receita baixo: um múltiplo baixo pode sugerir que a empresa está sendo negociada a um preço baixo em relação à sua receita, o que pode ocorrer quando a empresa está passando por dificuldades operacionais ou quando o mercado tem uma visão pessimista sobre seu crescimento.

Exemplo: empresas de tecnologia emergentes frequentemente apresentam EV/Receita altos, pois os investidores estão dispostos a pagar mais pelas suas receitas futuras, baseadas nas expectativas de crescimento acelerado.

Nesse sentido, os três métodos de avaliação — EV/EBITDA, P/L e EV/Receita — analisam diferentes aspectos do valor de uma empresa:

  • O EV/EBITDA relaciona o valor da empresa (Enterprise Value) ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, destacando a rentabilidade operacional e sendo menos influenciado pela estrutura de capital.
  • Já o P/L (Preço/Lucro) compara o preço da ação com o lucro por ação, mostrando quanto o mercado paga por cada unidade de lucro líquido, mas pode ser afetado pelo endividamento.
  • Por fim, o EV/Receita mede o valor da empresa em relação à receita total, sendo útil para empresas com baixa lucratividade ou em crescimento, como startups.

Um ponto importante é que empresas com margens EBITDA mais altas podem ter o mesmo múltiplo EV/EBITDA que outras com margens menores, mas seus múltiplos EV/Receita serão significativamente maiores. Isso ocorre porque, com maior margem, elas geram mais EBITDA por unidade de receita, elevando o EV em relação à receita. Assim, um EV/Receita alto pode indicar eficiência operacional ou potencial de crescimento, enquanto um EV/Receita baixo pode sugerir desafios ou subvalorização.

Isso significa que a escolha do método a ser utilizado dependerá tanto do contexto interno e externo à empresa quanto do estágio em que ela se encontra ou de sua estrutura de capital.

Cálculo de Valuation por múltiplos

Como escolher o múltiplo adequado?

A escolha do múltiplo adequado depende diretamente do setor da empresa e do tipo de análise que se deseja realizar. Por exemplo:

  • Empresas de tecnologia e startups podem ser mais bem avaliadas com EV/Receita ou EV/EBITDA, pois o lucro pode ser negativo ou volátil em estágios iniciais.
  • Empresas mais maduras ou com lucros estáveis, como empresas do setor bancário ou de energia, podem ser mais bem avaliadas por P/L, já que os lucros são mais previsíveis.

A técnica de valuation por múltiplos é valorizada por sua rapidez, permitindo uma avaliação ágil e sem modelagens complexas. Isso se dá tanto pela facilidade de comparação, que ajuda a identificar subavaliações ou sobreavaliações entre empresas do mesmo setor, quanto pela sua simplicidade, sendo acessível a investidores e gestores.

Contudo, tal método também apresenta limitações, como a dependência do mercado, que assume uma precificação correta das empresas comparáveis (nem sempre verdadeira), e o risco de distorções, especialmente em empresas com características únicas, como ativos intangíveis relevantes. Assim, essa técnica deve ser aplicada com cautela para garantir resultados confiáveis.

Exemplo prático: comparação entre Apple e Microsoft utilizando P/L e EV/EBITDA

Dados reais (27 de março de 2025):

Apple (AAPL) Microsoft (MSFT)
Preço da ação: $ 224.91 Preço da ação: $ 391.68
Lucro por ação (LPA): $ 6.28 Lucro por ação (LPA): $ 12.41
EBITDA: $ 137.35 bilhões EBITDA: $ 142.04 bilhões
Valor da empresa (EV): $ 3.31 trilhões Valor da empresa (EV): $ 2.94 trilhões
  • Passo: cálculo do múltiplo P/L (Preço/Lucro)

Aplicação da fórmula:
P/L = Preço da ação ÷ Lucro por ação

Apple:
P/L = 224.91 ÷ 6.28 = 35.8

Microsoft:                                                
P/L = 391.68 ÷ 12.41 = 31.6

Interpretação:

  • Apple: um P/L de 35.8 indica que os investidores pagam $ 35 para cada $ 1 de lucro. Isso reflete confiança na estabilidade dos fluxos de caixa (vendas de iPhones, serviços digitais etc.) e expectativas de inovações, como a integração da IA ao ecossistema da Apple.
  • Microsoft: o P/L de 31.6 sugere uma avaliação mais conservadora, apesar do crescimento acelerado da nuvem (Azure) e da IA (Copilot). A diferença em relação à Apple pode ser atribuída à diversificação de receitas (software, cloud etc.) e à menor percepção de risco.
  • Passo: cálculo do múltiplo EV/EBITDA

Aplicação da fórmula:
EV/EBITDA = Valor da empresa (EV) ÷ EBITDA

Apple:
EV/EBITDA = 3.31 trilhões ÷ 137.35 bilhões = 24.1

Microsoft:
EV/EBITDA = 2.94 trilhões ÷ 142.04 bilhões = 20.7

Interpretação:

  • Apple: o múltiplo de 24.1 reflete o prêmio por fidelidade à marca e à geração robusta de caixa (fluxo de caixa livre de $ 98.3 bilhões). Pressões incluem custos elevados de hardware (margem EBITDA de 34,71%).
  • Microsoft: o múltiplo de 20.7 é mais atrativo, alinhado com margens EBITDA superiores (54,26%) e eficiência operacional em software (ex: licenças do Windows, receita recorrente do Office 365 etc.)
  • Passo: comparação e análise conjunta
  1. Comparação de P/L:

Apple 35.8 vs. Microsoft 31.6:

    • O P/L mais alto da Apple (+13%) reflete sua base de clientes leais (1,5 bilhões de dispositivos ativos) e receita recorrente de serviços ($ 95 bilhões/ano).
    • A Microsoft, mesmo com crescimento de 25% no Azure, tem avaliação mais conservadora, possivelmente devido aos custos de infraestrutura em nuvem.
  1. Comparação de EV/EBITDA:

Microsoft 20.7 vs. Apple 24.1:

  • A Microsoft é 14% mais baratanesse múltiplo, destacando sua eficiência operacional (margem EBITDA de 54,26% vs. 34,71% da Apple).
  • A Apple enfrenta riscos regulatórios (ex: DMA na UE) e dependência do iPhone (aproximadamente 52% da receita).
  1. Média dos Múltiplos:

Média P/L: (35.8 + 31.6) ÷ 2 = 33.7

Média EV/EBITDA: (24.1 + 20.7) ÷ 2 = 22.4

Com isso, notamos que, embora a Apple apresente múltiplos elevados (P/L 35.8; EV/EBITDA 24.1), justificados por fluxos de caixa robustos (FCF de $ 98.3 bilhões e estabilidade operacional, esses múltiplos refletem riscos associados à dependência de hardware (52% da receita) e alavancagem mais alta (D/E 1,45).

A Microsoft, por sua vez, detém múltiplos mais conservadores (P/L 31.6; EV/EBITDA 20.7), que estão alinhados à maior eficiência operacional (margem EBITDA 54,26%), ao crescimento projetado (CAGR receita 13,84%) e à estrutura de capital sólida (D/E 0,34).

A partir do exemplo acima, podemos ilustrar como estimar o valor de uma empresa hipotética, chamada XPTO Corp., utilizando múltiplos setoriais derivados de empresas comparáveis, como a Apple e a Microsoft. Para isso, aplicaremos dois métodos principais: o múltiplo P/L (Preço/Lucro) e o múltiplo EV/EBITDA (Valor da Empresa/EBITDA).

A empresa hipotética XPTO Corp. apresenta um lucro líquido de $ 3 bilhões e um EBITDA de $ 10 bilhões. Os múltiplos médios do setor, calculados com base na Apple (P/L 35.8 e EV/EBITDA 24.1) e na Microsoft (P/L 31.6 e EV/EBITDA 20.7), resultam em uma média de P/L 33.7 e EV/EBITDA 22.4.

Utilizando o método P/L, o valuation é calculado multiplicando o lucro líquido da XPTO Corp. pelo múltiplo setorial médio:

$ 3 bilhões × 33.7 = $ 101.1 bilhões.

Pelo método EV/EBITDA, multiplica-se o EBITDA da empresa pelo múltiplo setorial:

$10 bilhões × 22.4 = $ 224 bilhões.

Sendo assim, a média entre os dois métodos ($ 101.1 bilhões e $ 224 bilhões) é de $ 162.55 bilhões, o que indica uma disparidade significativa entre as abordagens.

Essa diferença ocorre porque o P/L foca na lucratividade líquida, que é impactada por impostos, juros e outros custos financeiros, enquanto o EV/EBITDA prioriza a eficiência operacional, excluindo custos não operacionais, como a depreciação e a amortização. Assim, conclui-se que, se a métrica prioritária for o EBITDA, a XPTO Corp. está subvalorizada, com potencial de valorização de 121,7% em relação ao valuation calculado via P/L. Por outro lado, se o lucro líquido for a métrica-chave, a empresa aparece sobrevalorizada, com uma diferença de -54,9% em relação ao valuation baseado em EV/EBITDA.

No entanto, essa conclusão exige uma análise estratificada, pois múltiplos não existem no vácuo; ou seja, eles são reflexos de expectativas de crescimento, perfil de risco e dinâmicas setoriais. Isso significa que, quanto maior o número de empresas incluídas na amostra, mais confiável se torna a média, reduzindo as distorções.

Além disso, é crucial considerar que os múltiplos variam conforme as perspectivas de crescimento, as vantagens competitivas e o cenário macroeconômico. Dessa forma, empresas com crescimento acima da média podem justificar múltiplos superiores, enquanto aquelas com riscos específicos podem apresentar uma redução nesse valor.

Valuation por múltiplos exige conhecimento

O valuation por múltiplos é uma ferramenta poderosa e amplamente utilizada no mercado financeiro. Contudo, a aplicação correta dos múltiplos exige um entendimento profundo do setor e do contexto em que a empresa opera.

Múltiplos como P/L, EV/EBITDA e EV/Receita oferecem diferentes perspectivas sobre o valor de uma empresa, de modo que a escolha do múltiplo mais adequado dependerá das características específicas do setor e da empresa.

A chave para um bom valuation por múltiplos é a comparação cuidadosa com empresas semelhantes, considerando não apenas os múltiplos em si, mas também os contextos e as perspectivas de crescimento.

Quem pode fazer o valuation na sua empresa?

Como discutido neste artigo, o processo de valuation exige uma combinação de habilidades e informações para sua implantação. Assim, conhecer o melhor método a ser utilizado, levando em consideração o perfil, as necessidades e o momento atual do negócio é imprescindível para que o valor da sua empresa seja calculado de forma certeira ou o mais próximo da realidade.

Quer saber o valor da sua empresa? A BLB Auditores e Consultores conta com uma equipe especializada no processo de valuation, altamente qualificada para aplicar essa expertise no seu negócio.

Disponibilizamos uma planilha editável para calcular o valuation da sua empresa com base na metodologia de múltiplos de mercado. Nela, você poderá inserir os dados financeiros da empresa e visualizar automaticamente os principais indicadores: Margem EBITDA, Margem Líquida, EV/Receita, EV/EBITDA e EV/Lucro Líquido. A planilha facilita a análise comparativa com empresas do setor, oferecendo uma visão clara do valor do negócio e auxiliando na tomada de decisões estratégicas.

Autoria de Henrique Nobile e revisão técnica de Pedro Junqueira
Consultoria em Finanças e M&A
BLB Auditores e Consultores

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